"Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões". ...Leon Denis

"O espiritismo é toda uma ciência, é toda uma filosofia.Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição,submeter-se a um estudo sério e persuadir-se que mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando" Allan Kardec

"Se a religião recusa caminhar com a ciência, a ciência avança sozinha."... (Allan Kardec)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Maledicência




“Maledicência é o ato de falar mal das pessoas. (…) É mais terrível do que uma agressão física. Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências.”
Richard Simonetti

Falar mal dos outros, prática comumente considerada “inocente”, é atividade altamente perniciosa, pode facilmente transformar-se em hábito e deve ser combatida imediatamente ao constatarmos que ela faz parte de nosso cotidiano.

“Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida se transforme em tóxicos letais.”
André Luiz

Não importa se os outros são nossos conhecidos ou não; se estão longe ou perto; se agiram correta ou incorretamente: simplesmente não devemos alimentar nossas conversações com assuntos que somente dizem respeito à vida alheia. Se não for o caso de prestar algum auxílio, para nada de útil tal conversação servirá e ainda poderá ser fonte de muitos males.

“Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.”
Emmanuel

Ao falarmos mal dos outros, abrimos as nossas mentes para que elas se tornem um campo de futilidade, covardia e maldade, cada vez mais desenvolvidas, atraindo, assim, as companhias espirituais – e encarnadas - pertinentes.

“Lábios envenenados pelo fel da maledicência não conseguem sorrir com verdadeira alegria. [...]
Olhos empoeirados pela indiscrição não vêem as paisagens reconfortantes do mundo. [...]
Mente prisioneira no mal não amealha recursos para reter o bem.
Coração incapaz de sentir a fraternidade pura não se ajusta ao ritmo da esperança e da fé.
Liberte a você de semelhantes flagelos.
Leis indefectíveis de amor e justiça superintendem todos os fenômenos do Universo e suprimam as reações de cada espírito.
Assim, pois, no trabalho da própria renovação, a criatura não pode desprezar nenhuma das suas manifestações pessoais, sem o que dificilmente marchará para a Vanguarda de Luz.”
Emmanuel

Além de desrespeitar o dever primordial da caridade, essa atividade ainda demonstra que nosso tempo está sendo pessimamente empregado: afinal, ter tempo para falar mal dos outros significa ter tempo livre em excesso, que poderia ser empregado em atividades que edificassem o Bem.

“Se nos empenhamos em delitos de maledicência e calúnia, atravessamos [no retorno à pátria espiritual] vastos períodos de surdez ou mudez, precedidas ou seguidas por distonias correlatas.”
Emmanuel

 “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”.

Jesus (Mateus 15: 11)

Não há socorro se, a pretexto de auxílio, se exibem as feridas alheias à indiferença de quem escut
“Espinho cruel a ferir indistintamente é a palavra de quem acusa; cáustico e corrosivo é o verbo na boca de quem relaciona defeitos; veneno perigoso é a expressão condenatória a vibrar nos lábios de quem malsina; lama pútrida, trescalando fétido, é a vibração sonora no aparelho vocal de quem censura; borralho escuro, ocultando a verdade, é a maledicência destrutiva.

A maledicência é cultura de inutilidade em solo apodrecido.

Maldizer significa destruir.

A verdade é como claro sol. A maledicência é nuvem escura. No entanto, é invariável a vitória da luz sobre a treva.

O maledicente é atormentado que se debate nas lavas da própria inferioridade. Tem a visão tomada e tudo vê através das pesadas lentes que carrega.

A palavra malsinante nasce discreta, muitas vezes, para incendiar-se perigosa, logo mais, culminando na calúnia devastadora.

Não há desejo de ajudar quando se censura. Ninguém ajuda condenando.
a.

Quanto possível, extingue esse monstro da paz alheia e da tua serenidade, que tenta dominar-te a vida.

Caridade é bênção sublime a desdobrar-se em silencioso socorro.

Volta as armas da tua oração e vigilância contra a praga da maledicência aparentemente ingênua, mas que destrói toda a região por onde prolifera.

Recusa a taça venenosa que a observação da impiedade coloca à tua frente.

Desculpa o erro dos outros.

É muito mais fácil informar-se erradamente do que atingir-se o fulcro da observação exata.

As aparências não expressam realidades.

A forma oculta o conteúdo. Ninguém pode julgar pelo exterior.

Quando vier a tentação de acusar e apontar defeitos, lembra-te das próprias necessidades e limitações e, fazendo todo o bem possível ao teu alcance, avança na firme resolução de amar, e despertarás, além das sombras da carne por onde segues, num roteiro abençoado onde os corações felizes e livres buscam a Vida Verdadeira.”


Sendo assim meus amigos o Pai sabio que e´ nos deu dois olhos, dois ouvidos e apenas uma boca, portanto vamos olhar mais, ouvir mais e falar menos, lembre-se que sempre que apontas um dedo para um irmão existem 3 desses dedos apontados para ti. 
Fiquem em PAZ !!


2 comentários:

Adriana Ribeiro nunes disse...

Assunto interessante, visto que ficou sem comentário, mostrando que deve ter mexido com muita gente!!! rsrsr
Sendo um problema que ainda nos envolve, gera situações desagradáveis e o que mais me deixa triste e qdo vem de pessoas das nossas relações que na frente ficam de abracinhos e bjs e qdo viramos as costas dão vazão a toda sua maledicência e julgamento, levando o indivíduo a uma falsidade absurda e repugnante!
Como diz um amigo meu...
"NINGUÉM CONSEGUE ENGANAR TODO MUNDO TODO O TEMPO. SOMENTE SE ENGANA POR UM DETERMINADO TEMPO."
Bj.

Pedro Nóbrega Pinaud disse...

Mexe mesmo, Adri. Ô se mexe!!! Mesmo que não sejamos nós os que fazem uso da maledicência em seu dia-a-dia, ficamos mexidos por haver pessoas que falam de nós.
Agora, se falam é aquela história: "Falem mal, mas falem de mim". hahaha
Às vezes, mesmo que estejamos certos, somos nós, que afundados na arrogância disfarçada de "bom senso", os que julgam os outros. Julgar, sem ser Deus - "inteligência surema, causa primeira de todas as coisas" - como afirmam os Espíritos Superiores na questão Nº 01 de "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec - é uma forma de maledicência, acredito eu. Não sabemos do que se passa na mente do outro, não sabemos de toda a sua vida e do que o fez ser como se apresenta para nós em determinado momento. Não é?!
Um amigo nosso disse-nos que "Não se consegue agradar a todos. O ser mais puro e perfeito da humanidade não conseguiu", então não sabemos se a jeito com que o outro se apresenta para nós é uma forma de proteção...
Enfim, é isso.
Adorei a postagem Dudu, como sempre, muito esclarecedora!!! Adorei o comentário Adri.
Bjs