"Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões". ...Leon Denis

"O espiritismo é toda uma ciência, é toda uma filosofia.Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição,submeter-se a um estudo sério e persuadir-se que mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando" Allan Kardec

"Se a religião recusa caminhar com a ciência, a ciência avança sozinha."... (Allan Kardec)

segunda-feira, 12 de maio de 2014

LABIRINTITE ( visão espiritual)





Queridos amigos, Paz e bem !



Recentemente estava lendo um livro da Associação Médico-Espírita em que um texto de Dra Marlene Nobre me chamou especialmente a atenção. Nele, ela nos conta um pouco sobre um processo obsessivo pelo qual Chico passou por anos, contando com o aconselhamento de calma por parte de seus mentores espirituais, que não retiraram a prova do candidato a iluminação. Também não se afastaram, mas não interferiram. E no final, o limão azedo é transformado em refrescante e doce limonada.


Acredito se tratar de ensinamento útil a todos nós que acreditamos que os bons espíritos nos “protegem” de tudo, mesmo das provas que lapidam a pedra bruta que insistimos em ser. Ou pior, de que haja quem esteja imune a este infeliz concurso de espíritos que, como nós, ainda ignoram a verdadeira acepção da palavra amor.


Chico, como sempre, se torna o exemplo vivo da conduta a seguir.






Espero que gostem.






Um grande abraço !!






Livro: SAÚDE E ESPIRITISMO – Campos de Força , Mediunidade, Sexualidade e Abordagens na Prática Médica – Associação Médico-Espírita de São Paulo – 4ª edição SP 2009.


Trecho extraído (págs 188-189) do texto de Dra Marlene Rossi Severino Nobre


Presidente da AME-Brasil


Obsessões e Psicopatologias (págs 161-200)


Pensamentos Sonorizados


Mecanismo Semelhante ao da Radiofonia e Televisão


Chico Xavier descreveu uma outra modalidade de obsessão que vem acompanhada de uma espécie de crise alucinante de labirintite, com todo o desconforto que esse barulho característico causa. O médium passou por isso, em Pedro Leopoldo, na década de 1950, tendo consultado seu oftalmologista, em busca de ajuda. Foi aconselhado tanto pelo médico quanto por seu guia a manter a calma. E o fenômeno só cessou, quando, em 1959, instalou-se, definitivamente, na cidade de Uberaba.


Em entrevista ao jornal O Espírita Mineiro, em 1991, o médium falou sobre a volta desse mesmo mal-estar.





“Recentemente, no entanto, a questão voltou, mais ou menos há uns dois anos, com grande intensidade. Desta vez não só ouvíamos o barulho característico da labirintite, como também registramos a voz nítida dos espíritos inimigos da Causa Espírita Cristã, perturbando-nos a tranquilidade interior. Essa presença de espíritos infelizes, desde então, tem sido uma constante. Ouvimos-lhe diariamente o ataque à Mensagem Cristã e à Doutrina Espírita; as sugestões desagradáveis; as induções ao desequilíbrio; os sarcasmos em relação aos episódios por nós vividos no decorrer desta existência; as alusões ferinas as ocorrências menos dignas de nossos círculos doutrinários; as calúnias em relação aos fatos conhecidos por nós; e até maledicências dirigidas ao nosso círculo de amizades. Tudo isso de forma tal que nos sentimos tolhidos na liberdade de pensar”. E ressaltou:


“Nossos Amigos Espirituais classificam este tipo de atuação como sendo pensamentos sonorizados dos obsessores em nós mesmos. Dr Bezerra de Menezes nos recomendou muita calma em relação ao assunto, incentivando-nos, inclusive, a conversar com esses irmãos infelizes pelo pensamento, mostrando-lhes o ângulo de visão que nos é próprio e rogando-lhes paciência e compreensão para as nossas atividades mediúnicas. Mesmo assim, apesar de estarmos tentando dialogar com esses espíritos, somente em 80% dos casos eles desistem do sinistro propósito de nos retardar as tarefas. Assim, ainda 20% deles continuam renitentes em seu desiderato infeliz. Outro dia mesmo recorremos ao nosso mentor Emmanuel, e ele nos pediu mais paciência. Segundo a afirmativa dele, isso ainda duraria por algum tempo e em breve tudo voltaria ao normal”.


Já se passaram mais de seis anos dessa entrevista* e, atualmente, podemos observar um dos resultados positivos dessa perturbação, pacientemente suportada pelo médium: a recepção de novos livros. No começo, os pensamentos sonorizados causaram-lhe muito sofrimento, mas, com o passar do tempo, essa recepção treinou-lhe a capacidade de ouvir o pensamento dos Espíritos Superiores que, agora, se comunicam com ele, utilizando-se dessa via auditiva, uma vez que já não consegue mais psicografar.


(*) provavelmente refere-se ao tempo da 1ª edição do livro, não especificada.

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