"Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões". ...Leon Denis

"O espiritismo é toda uma ciência, é toda uma filosofia.Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição,submeter-se a um estudo sério e persuadir-se que mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando" Allan Kardec

"Se a religião recusa caminhar com a ciência, a ciência avança sozinha."... (Allan Kardec)

sábado, 31 de dezembro de 2016




Boa tarde queridos amigos, mais um ano se vai...e...

Todos querem começar o ano com esperanças renovadas.

Nossos pedidos, geralmente, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.

Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade?

Um ano melhor se deseja, porém, deve ser construído o que depende de nós. Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, a partir, por exemplo, da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular.
Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.



Não é 2017 que tem que ser diferente, é você!



Feliz 2017!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016


Boa tarde meus queridos amigos, venho aqui pedir desculpas por estar sumido desse nosso espaço, mas confesso que o ano de 2016 não foi fácil, acredito que para ninguém, o tempo foi curto para tanta coisa a ser feita, mas eu não podia deixar que o ano acabasse e eu não viesse aqui dizer que 2017 será diferente, estaremos mais tempo juntos se o PAI assim permitir, com novos artigos, novas mensagens, hoje deixo aqui uma mensagem de Natal do nosso Querido Emmanuel psicografada por Chico Xavier, peço ao nosso Pai maior que todos possam ter um natal de muita Paz, Luz, Harmonia, fraternidade ,Esperança e Fé !!!!
Que Deus abençoe a todos, PAZ E BEM !!!!



O Natal de Jesus




A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus frente do Ano Novo, na memória da Humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos compromissos com o Tempo.




Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da Estrela de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias incessantes, convocando-nos a alma, em silêncio, à ascensão de todos os recursos para o bem supremo.




A recordação do Mestre desperta novas vibrações no sentimento da Cristandade.




Não mais o estábulo simples, nosso pr6prio espírito, em cujo íntimo o Senhor deseja fazer mais luz...




Santas alegrias nos procuram a alma, em todos os campos do idealismo evangélico




Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança renovada, entretanto, não podemos olvidar o trabalho renovador a que o Natal nos convida, cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos companheiros, que desistiram temporariamente da comunhão fraternal.




E o ensejo de novas relações, acordando raciocínios enregelados com as notas harmoniosas do amor que o Mestre nos legou.




E a oportunidade de curar as nossas próprias fraquezas retificando atitudes menos felizes, ou de esquecer as faltas alheias para conosco, restabelecendo os elos da harmonia quebrada entre nós e os demais, em obediência à lição da desculpa espontânea, quantas vezes se fizerem necessárias.




È o passo definitivo para a descoberta de novas sementeiras de serviço edificante, atrav6s da visita aos irmãos mais sofredores do que n6s mesmos e da aproximação com aqueles que se mostram inclinados à cooperação no progresso, a fim de praticarmos, mais intensivamente, o princípio do “amemo-nos uns aos outros”.




Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo à nossa vida.




O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo.




Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia.




Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal.




O primeiro renova a alegria.




O segundo reforma a responsabilidade.




Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a breve espaço, nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do Amor.




Não nos esqueçamos.




Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós.










Autor: Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Fonte de Paz


sábado, 19 de dezembro de 2015

E mais uma vez é NATAL !!!!!





Há algum tempo, li uma nota na página do cronista da Ilha, Sérgio da Costa, dizendo que, nos dias atuais, o símbolo do Natal já não é mais o Menino que nasce todo ano para trazer ao mundo paz, fé e esperança. Agora o símbolo é Papai Noel, este senhor que tomou conta do Natal, por conta da conotação comercial que estamos dando à data mais importante da cristandade.

Ele tem razão. O Natal transformou-se em uma festa comercial, quando compramos mais, enfeitamos tudo com muita luz, damos presentes e recebemos presentes. Mas o real significado da data vai sendo esquecido. Quando falamos em Natal, lembramos logo de Papai Noel. Mas não deveríamos lembrar do Filho de Deus, que nasceu para dar uma nova oportunidade ao ser humano?

Comemoramos, festamos muito, bebemos muito, comemos muito – quem pode, é claro, porque há quem não tenha o mínimo para comemorar o nascimento do Menino Filho de Deus, a não ser com uma oração – só não festejamos o real motivo da festa.

Estamos nos distanciando do Menino e de seu Pai, estamos transformando o Natal em uma festa cada vez mais igual às outras. Não deveria ser o contrário? Não deveríamos nos aproximar mais da forças que regem nossos destinos, não interessa o nome que lhe demos?

Precisamos pensar nisso. Quando a noite do dia 24 chegar e abraçarmos nossos amigos, nossa família, nossas pessoas queridas, vamos lembrar do nascimento que é a razão da comemoração. Vamos erguer um pensamento em homenagem ao Menino que espera achar um cantinho em nossos corações para nascer mais uma vez. O Menino que significa renovação da vida, significa recomeçar com nova fé e mais esperança.

Precisamos resgatar o verdadeiro Natal. E isso só é possível se resgatarmos a fé e deixarmos o Menino que está para chegar entrar no coração de cada um de nós. Aí, sim, far-se-á o Natal. Porque Natal não é só Papai Noel. Natal não é Papai Noel.
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA


Meus amigos, mais um ano vai chegando ao fim, 2016 já está em nossa porta, 2015 já é quase passado, vamos celebrar a noite de Natal sem esquecer o verdadeiro motivo dessa celebração, vamos pensar no aniversariante, vamos orar pelo Mestre Jesus, o planeta passa por um período de transição muito grande, o que se anuncia para nós não é nada agradável, a espiritualidade vem mostrando pra nós que temos cada vez mais que orar e vigiar, façamos do aprendizado que tivemos em 2015, sabedoria para 2016, vamos cada vez mais procurar nos afinizar com nossos guias, nossos mentores, enfim procurar vibrar sempre em direção ao nosso PAI maior , que tudo sabe e tudo vê, vamos procurar a sintonia com o Mestre Jesus, e não esqueçamos , estamos hoje em um planeta de regeneração e progresso, e só atingiremos o progresso através do trabalho, do amor ao próximo, da gratidão pelas graças alcançadas.
Meus irmãos que todos nós tenhamos um Natal de muita LUZ, PAZ, HARMONIA, FRATERNIDADE E ESPERANÇA, que o Mestre JESUS esteja sempre em nossos corações , e que uma certeza jamais nos falte, "FORA DO AMOR E DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO" !!!


Um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de LUZ !!!


PAZ e BEM !!!!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

MEDIUNIDADE DE CURA




Boa tarde meus amigos!


Um dos trabalhos mais procurados em casas espíritas nos dias de hoje é o trabalho de cura, cada vez mais as pessoas se voltam para a cura espiritual, depois então da Universidade de São Paulo ter reconhecido a cura pela imposição das mãos, aumentou muito o interesse não só de espíritas, mas também de católicos evangélicos, ou seja, praticantes de todas as religiões.






Mas afinal, O QUE É MEDIUNIDADE DE CURA?


É o tipo de mediunidade em que o médium pratica as chamadas curas espirituais ou cirurgias espirituais. Esses médiuns podem, com a ajuda direta ou indireta dos espíritos, abrir o caminho para aliviar e curar uma pessoa. Dizemos “abrir o caminho” porque ninguém pode curar alguém que não deseje ser curado ou que possua um forte carma que o obrigue a passar pelo estado de doença.


“Médiuns curadores – Os que têm o poder de curar ou de aliviar os males pela imposição das mãos ou pela prece. Esta faculdade não é essencialmente mediúnica, pois todos os verdadeiros crentes a possuem, quer sejam médiuns ou não. Frequentemente não é mais do que a exaltação da potência magnética, fortalecida em caso de necessidade pelo concurso dos Espíritos bons” diz Allan Kardec em O Livro dos Médiuns.


Existem dois tipos principais de mediunidade de cura. A mediunidade de cura passiva e a ativa. Na mediunidade ativa os espíritos podem ser, eles mesmos, os agentes principais da cura, ou podem apenas auxiliar um processo que é conduzido ativamente pelo médium. Por exemplo, casos em que o médium doa seu magnetismo a uma pessoa e há espíritos auxiliando com uma doação extra de energia curativa tem a participação ativa do médium.


A mediunidade de cura ativa e passiva pode ser ainda de dois tipos principais: com intervenções físicas e sem intervenções físicas. No primeiro caso, o médium incorpora um espírito que, utilizando-se de objetos físicos como facas, tesouras, agulhas, pomadas, ervas, e outros tipos de materiais, trata o atendido. A cura sem intervenção física usa apenas a incorporação do espírito com a energia curativa emanando do espírito através do médium. Tanto a intervenção física quanto a não-física podem ser chamadas de cirurgia espiritual. Existem as cirurgias espirituais físicas, com cortes e as psíquicas, ou não-físicas, que são naturalmente sem cortes.


No caso de um curador utilizar apenas a imposição de mãos para tratar um doente, esse processo não pode ser considerado mediúnico, posto que não há aí uma ação direta de nenhuma entidade, e todo o processo ocorre pela atuação do médium. Isso não significa, contudo, que os espíritos de luz não estejam agindo a partir dos planos espirituais em benefícios do doente, mas não há, neste caso, a ideia da intervenção necessária entre o médium e o espírito. Neste caso, uma pessoa que aplica um passe magnético num centro espírita não está exercendo uma função mediúnica, mas está utilizando um fluido próprio, que integra o potencial curativo do seu organismo e do seu perispírito, e transmitindo a outros.


A transmissão da energia magnética não passa de um indivíduo ao outro apenas pela imposição de mãos, ela também pode ser irradiada pelo olhar, por um gesto, pela simples presença e também a distância, não importa o quão longe esteja o curador do atendido.


Existem indivíduos que tem o dom da cura, e trazem as habilidades de cura de outras existências passadas. Outros curadores, no entanto, podem receber o treinamento adequado e se tornarem curadores. O Reiki é um bom exemplo de técnica de formação de curadores. Qualquer pessoa que passe pela iniciação do primeiro grau do sistema Usui de Cura Natural pode se tornar um curador. Outros, porém, podem não precisar de nenhuma preparação, e já terem sido treinados em vidas passadas, em escolas esotéricas e treinamentos em templos da antiguidade, onde se praticavam os ritos mistérios.


Há um terceiro caso em que um espírito, antes de encarnar, aceita a missão de ser, na Terra, um médium de cura, e para isso ele precisa apenas ser um bom veículo de expressão para que os espíritos de luz trabalhem nele, a fim de levar a cura a milhares de indivíduos e expandir a espiritualidade. Os espíritos que escolhem essa missão na maioria das vezes possuem um débito kármico considerável. Por esse motivo, a providência divina os concede a oportunidade de se tornarem canais de cura dos espíritos superiores, para que assim possam reparar uma parte, ou até mesmo a totalidade do mal que fizeram em vidas passadas.


Dizem que a mediunidade é um karma, e isso está bastante correto. Os médiuns são, muitas vezes, os maiores devedores da espiritualidade. Mas Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, concede o instrumento da mediunidade para o resgate destes espíritos no amor e na caridade, seguindo as leis divinas e se tornando um instrumento do plano divino aliviando a dor de milhares ou centenas de milhares de espíritos em estado de sofrimento.


Uma das grandes provações do médium de cura é não se deixar levar pelas tentações do orgulho e da vaidade. Quando o médium começa a ser solicitado, admirado, requisitado, começa a ser muito falado, fica famoso e muitos começam a adorá-lo como um ídolo, seu ego pode atrapalhar sua missão, e há uma grande chance de ele cair, estragar tudo e perder uma valiosíssima oportunidade de redimir seu karma e, o mais importante, ajudar pessoas e participar ativamente da obra de Deus no mundo. Há muitos médiuns de cura que caíram por sua vaidade e perderam a oportunidade de expandir ainda mais seu trabalho. Quando isso ocorre, a plêiade de espíritos que o acompanhavam em sua missão deve procurar outro veículo disponível para o mesmo tipo de trabalho.


Os médiuns de cura mais conhecidos são:


ARIGÓ: Foi o primeiro médium do Dr. Fritz. É um dos médiuns brasileiros mais famosos de todos os tempos. Ganhou notoriedade nacional e internacional graças as suas curas. Arigó era um homem muito humilde, trabalhador e muitos diziam que ele gostava muito de ajudar as pessoas e realizar suas curas. Iniciou seu trabalho mediúnico ainda no início da década de 50. Foi preso pela acusação de exercício ilegal da medicina, mas foi solto graças ao indulto recebido do próprio presidente da república na época Juscelino Kubitschek.


JOÃO BERBEL: Um médium de cura espírita que incorpora as entidades e faz cirurgias espirituais sem cortes.


JOÃO DE DEUS: Médium de Abadiânia que trabalha com cirurgias espirituais há quase 55 anos. É o médium de cura brasileiro mais antigo que ainda está em atividade. Conhecido e aclamado no mundo inteiro por suas curas. Até mesmo a apresentadora celebridade Oprah veio ao Brasil para conhecer “John of God”. Oprah dedicou um programa inteiro demonstrando o trabalho de cura do médium brasileiro. João de Deus é, na atualidade, o médium brasileiro mais conhecido no mundo.


WALDEMAR COELHO: Médium que incorpora diversas entidades de médicos do espaço. Homem muito humilde e de bom coração. Trabalha há mais de 40 anos ajudando na cura de todos que o procuram. Atende na cidade de Leme-SP.


EDSON QUEIROZ: Outro médium muito famoso do Dr. Fritz. Era médico e realizava cirurgias espirituais.


RUBENS FARIA: Também médium do Dr. Fritz. Ficou famoso realizando suas cirurgias espirituais no Rio de Janeiro no final dos anos 90. Ficou também conhecido mundialmente e depois se afastou dos holofotes. Está atualmente atendendo na Europa.


VALENTIM: Um médium também muito humilde, que não sabe ler nem escrever, e mesmo assim atrai multidões. Todas essas pessoas, muitas desenganadas pela Medicina, vem em busca da cura ministrada pelos espíritos que fazem as cirurgias espirituais por seu intermédio. Médium Valentim atende em Gama, no Distrito Federal, e realiza mais de 5000 atendimentos por mês. Valentim incorpora mais de 60 entidades espirituais. Um deles é o Doutor Aguiar, um médico do espaço que em vida passada nasceu na Itália. Aguiar teria desencarnado durante a guerra quando trabalhava na Cruz Vermelha. O médium Valentim reúne seguidores não apenas da doutrina espírita, mas também de outras religiões, como católicos, evangélicos e outras denominações.


KLEBER ARAN: O mais famoso médium do Dr. Fritz da atualidade. Um médium humilde, também terapeuta holístico, que atende principalmente em alguns estados do nordeste do Brasil e mais recentemente em São Paulo. Médium muito aclamado pelas massas, já participou de vários programas de TV. Médium Aran atende uma média de 1000 pessoas em seus dias de atendimento.






Sendo assim meus irmãos, tenhamos a consciência de que a cura vem de dentro de nós, a auto cura é o melhor caminho, compreendermos que temos a necessidade de mudança, que temos a necessidade de fazer o quanto antes algo que possa nos ajudar a diminuir um pouco nossas dores, nossas mazelas, trabalhando pelo irmão necessitado estaremos colocando em prática um dos ensinamentos do Mestre, “Olhar o outro como a ti mesmo”.


Vamos começar a diminuir esse karma, vamos fazer com que a natureza conspire a nosso favor, a lei de causa efeito é real, portanto quanto mais praticarmos a caridade, maior será a possibilidade de nos afastarmos daquilo que nos faz tão mal.


Paz e Bem !!!




segunda-feira, 31 de agosto de 2015

"AMAI OS VOSSOS INIMIGOS"



"Amai os vossos inimigos, fazei o bem àqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e caluniam”. (O Evangelho segundo O Espiritismo-Capítulo VII).

Paz e bem, amigos venho mais uma vez colocar um assunto interessante mais muito debatido e até não aceito por alguns, como amar os nossos inimigos?

Amar os inimigos assim como nos fala o Evangelho de Jesus nos parece uma coisa inalcançável. Quando ele nos disse para Amar os nossos inimigos, sabia a dificuldade que teríamos até conseguirmos aceitar e vivenciar isso. Para desenvolver em nosso ser as potencialidades que nos leve a exercer o sublime dom de amar é preciso entendermos o que Jesus quis nos ensinar com este divino preceito.

O evangelho nos fala que é muito diferente o amor que dedicamos a um amigo, já que este amor é todo ternura e confiança, e, com nossos inimigos, não podemos ter a mesma confiança e apreço que temos para com os amigos. O Evangelho assim nos fala: "Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha com seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo, pois esta pressupõe confiança. Ora, ninguém pode depositar confiança em uma pessoa sabendo que esta lhe quer mal, ninguém pode ter expansões de amizade sabendo que ela é capaz de abusar dessa situação".

Afinal de contas, por que consideramos alguém como nosso inimigo? Qual o papel que ele desempenha em nossas vidas? Por que não conseguimos amar certas pessoas ou pelo menos tolerá-las? Pela nossa vivência espiritual, podemos inferir que o inimigo de hoje é aquele que ontem prejudicamos e amá-lo pode significar tentar buscar uma postura diferente em relação a ele. É tentar compreendê-lo e ter por ele tolerância. Mesmo quando, de alguma forma, somos atingidos pelos atos prejudiciais deles.

Pela reencarnação temos a oportunidade de nos ajustar à lei divina e aprender a ter para com o semelhante o respeito e amor que queremos para nós. Através dela, Deus nos mostra que sempre encontraremos uma porta aberta para corrigir o rumo de nossa caminhada e aprender a conviver adequadamente com aqueles a quem prejudicamos no passado. O inimigo que nos aparece do nada, aquela pessoa com a qual não conseguimos estabelecer nenhum laço de simpatia, está relacionada com nossos enganos passados. Antes de reencarnarmos, nós mesmos podemos ter pedido a oportunidade de nos reconciliarmos com ela.

Jesus já nos advertia: "Reconciliai-vos com vosso inimigo enquanto estás a caminho". É preciso que tenhamos coragem de romper nossas limitações, de domar nosso orgulho e nosso ego exagerado. Se não nos reconciliarmos o quanto antes com nossos desafetos, não conseguiremos nunca usufruir a paz e a fraternidade verdadeiras. O ódio deixa a pessoa estagnada e escravizada aquele de quem não gosta. Existem espíritos que ficam muitos séculos estacionados, presos ao ódio, arquitetando planos de vingança contra seus desafetos, sem se darem conta de que assim agindo, permanecem onde estão, parados, perdendo um valioso tempo de seu despertar espiritual.

Além disso, o ódio que devota a seus inimigos pode não atingi-los mais, pois, se eles tiverem ultrapassado suas fases negativas, e conseguido romper a cadeia do mal pelo mal, os sentimentos de ódio de que são alvos já não os prejudicam mais. É preciso muita força de vontade e coragem, desenvolvida pela fé e a certeza de que precisamos evoluir e nos libertarmos das amarras do ódio e do desejo de vingança, para que consigamos sopitar em nós os sentimentos negativos em relação aos nossos inimigos. Não é uma tarefa fácil, porque, mesmo já tendo alcançado um certo grau de evolução, ainda nos enredamos nos sentimentos negativos que geram a mágoa e a vingança e, embora inconscientemente, podemos nos sentir "recompensados” com o mal que atinge nossos desafetos.

Somos seres sujeitos às instabilidades do ego e embora aspiremos melhorar moralmente, temos ainda uma forte ligação com o nosso lado inferior. Refletindo sobre o ódio, vemos que ele está relacionado às nossas imperfeições, ao nosso egoísmo e orgulho extremos. Quando nos libertarmos disso tudo, com o pensamento direcionado ao bem e ao amor, com certeza, nos sentiremos mais fortalecidos e prontos a praticar a máxima ensinada por Jesus, quando nos exortou ao perdão e ao esquecimento das ofensas.

Fomos criados para a felicidade, apesar de vivenciá-la de uma forma relativa no mundo conturbado em que vivemos. Mas, para encontrá-la, é preciso que nossa consciência esteja tranquila, em paz com tudo o que nos é destinado. À medida que avançamos em nosso crescimento espiritual mais nos sentimos cobrados por ela, que não nos deixa viver em paz enquanto não resolvermos a situação originada pelos atos infelizes que praticamos contra nossos desafetos. Ninguém consegue fugir da própria consciência, e, quando entendermos isso, compreenderemos que, mesmo não amando ainda os inimigos como Jesus nos exortou a amá-los, não podemos deixar que em nosso coração se abrigue sentimentos de ódio e aversão em relação a eles.

Somos guiados por leis divinas perfeitas e não podemos julgar o comportamento de ninguém. Precisamos é nos conscientizar de nossos atos, para que enxerguemos os defeitos que nos recusamos a ver em nós e que, muitas vezes, tentamos encontrar no semelhante. É preciso entender que somos seres únicos e que temos nossas próprias conquistas e lutas e que necessitamos desenvolver e manter a capacidade de perdoar para que lancemos em nosso ser as sementes que brotarão como amor e compaixão pelo próximo. Quem não consegue perdoar, não pode amar. Para termos condição de perdoar a quem nos fez mal é preciso à capacidade de compreender que todos nós possuímos latente o gérmen do bem.

Quando passamos por uma grande adversidade é que nos tornamos conscientes de quão pequeno somos por abrigarmos ainda sentimentos tão contrários ao amor. Quando compreendermos que a vida material é tão efêmera, é que vamos começar a entender o ensinamento de Jesus, que nos ensina a amar ao próximo como a nós mesmos. No fundo, somos todos iguais e almejamos o melhor. E o melhor para mim tem que ser o melhor para o outro. O amor é a força capaz de modificar nossas vidas e pode transformar um inimigo em um amigo. Só nos libertaremos do ciclo do ódio com sentimentos contrários a ele. Os sentimentos libertadores do perdão e do amor, por sua própria natureza, conseguem a força redentora de transformar tudo.

O mal só existe devido à ignorância que ainda habita em nosso ser. A partir do momento em que começamos a nos inteirar da verdade, a nossa compreensão sobre a vida se dilata e começamos a abrigar em nós sentimentos de compaixão e caridade para com todos indistintamente. Quando formos Espíritos iluminados pelo conhecimento das verdades divinas compreenderemos que o amor vibra num sentido único, o que significa que amar a si mesmo e ao próximo é o mesmo que amar a Deus. Afinal de contas tudo se resume numa palavra só: AMOR.


“Fora do Amor não há salvação”

Paz e Bem!



sexta-feira, 17 de julho de 2015

A Irmã Dor na nossa Evolução..



Bom dia amigos , Paz e Bem !
 No post de hoje, vamos falar um pouco a respeito de um assunto que muitos irmãos tem nos questionados , o que é e por que da dor, o  Espiritismo nos ensina que a dor é um poderoso meio de aprendizado. A dor nos obriga a parar e ver o que está acontecendo. Essa compreensão da dor como meio de reajuste nos faz mais fortes, por percebermos que tudo tem razão de ser, que tudo compete para o nosso crescimento espiritual. Embora ainda não saibamos lidar com a dor com a serenidade ideal, ao menos conseguimos manter firme a confiança de que tudo passa, de que é preciso alterar a rota, retomar o caminho reto e evitar novos desvios.
Alguns grandes nomes do Espiritismo elevaram a dor num altar de glórias, pintaram a dor como grande salvadora da humanidade renitente. Eu sei, e você também sabe, que se não fosse pela dor teríamos aprendido muito pouco. Se não sentíssemos dor não mudaríamos nossos hábitos, não modificaríamos nossas condutas, não regeneraríamos nossos pensamentos e intenções.
Mas acho que essa ênfase que se dá ao instituto da dor é demais, é exagero, é ultrapassada. Pois nem o catolicismo não enfatiza mais a resignação e o conformismo com a dor.
Se é preciso dizer que a dor é muitas vezes necessária, que seja como esclarecimento, não mais em tom de consolo choroso, sorriso triste com a voz embargada e os olhos represando lágrimas.
Qualquer pessoa com um mínimo de poder de observação sabe que a Lei de atração é uma lei tão digna de credibilidade e passível de ser comprovada quanto a Lei de causa e efeito. Atraímos aquilo que ocupa o nosso pensamento como um padrão. Somos o que pensamos. Se vivermos bendizendo a dor, é lógico que atrairemos mais e mais dor. Isso pode até ser positivo para o nosso desenvolvimento, para a nossa reforma íntima. Se estivermos preparados para aprender e tirar proveito de todas as situações de dor, quanto mais dor, mais oportunidades.
Mas pra isso é preciso estar preparado, é preciso não só saber, mas sentir a condição positiva da dor. Isso acontece quando nos comprometemos, através do trabalho, com a espiritualidade. Por nossos pensamentos, palavras e ações, nos tornamos merecedores eventuais dos seus préstimos. Esses favores dos amigos espirituais se apresentam de maneira bem diversa do que esperaríamos.  São aquelas coisas que aparentemente “dão errado” sem que entendamos os motivos. São maneiras que a espiritualidade encontra de “acomodar” as coisas para que nos preparemos para novas provas. Se estamos empenhados em nossa reforma íntima, e ansiamos por chances de melhoramento interno, nada mais natural que conquistarmos novas provas para nosso aprendizado e vitória pessoal.

De qualquer modo, é um erro pensar que a dor é necessáriaPodemos trabalhar com amor, com boa vontade, sem precisar do estímulo da dor. E esse negócio de bendizer a dor e agradecer pela dor me parece uma distorção. Que sejamos corajosos quando ela se apresente, que a aceitemos e a superemos com firmeza. Mas sem criar muita intimidade com ela…
Lembremos sempre que o PAI não pune, não julga, ele oportuniza e disciplina, sejamos aqueles que o PAI pode contar,  pode contar para elevar a energia no ambiente que estamos, sejamos para todos que convivem conosco exemplo de harmonia , perseverança, esperança, amor e Fé !
Tenham todos muita PAZ!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A Transição Planetária , das Provas e Expiações a Regeneração.




"Meus filhos:

Que Jesus nos abençoe

A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado. Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.

Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.

Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura...

Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.

Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão.

As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.

Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.

Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.

Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.

Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.

As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas.

Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.

O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.

Dai-vos as mãos!

Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem‑se secundários diante das metas a alcançar.

Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus...

Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.

Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.

Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.

Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.

Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.

Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra."

Mensagem psicofônica de Bezerra de Menezes (espírito) transmitida por Divaldo Franco

(13.11.2010 – Los Angeles)