"Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões". ...Leon Denis

"O espiritismo é toda uma ciência, é toda uma filosofia.Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição,submeter-se a um estudo sério e persuadir-se que mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando" Allan Kardec

"Se a religião recusa caminhar com a ciência, a ciência avança sozinha."... (Allan Kardec)

terça-feira, 6 de março de 2012

Por que queremos tanto conhecer o futuro?











Amigos Paz e Bem!




Por que será que o conhecimento do futuro fascina tanto as pessoas? Não seria mais interessante viver intensamente o presente? Mas a verdade é que encontramos ainda muitas pessoas interessadas nese tipo de  conhecimento "O futuro".
 Muitos crêem que a existência física é regida por um determinismo ou fatalidade irrevogável, e que, independentemente de como agirmos, ninguém escapará do destino que lhe está reservado. 
 Na tentativa de prever o futuro, a Humanidade se vale de inúmeros recursos: adivinhos, tarô, astrologia, ciência, etc. Como não podia deixar de ser, os Espíritos também são consultados na tentativa de obter revelações do futuro.
 Ensina o Espiritismo que a fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito faz, ao encarnar, desta ou daquela prova física.
 Por conseguinte, não se pode dizer que tudo já está predeterminado em nossas vidas. 
 Assim fosse, seríamos meros autômatos e de nada adiantaria nosso esforço para nos melhorar, de forma que tanto o que fizesse o bem, quanto o que fizesse o mal, teriam a mesma compensação ou o mesmo futuro, o que estaria em desacordo com a Justiça Divina incorruptível. 
 A fatalidade a que todos estamos submetidos, sem exceção, é a morte física: chegado esse momento, de uma forma ou de outra, dela não podemos nos esquivar.
 Muito ainda precisa ser estudado sobre a previsão do futuro, contudo, não se deve perder de vista que prever o futuro só se faz necessário devido à incapacidade de controlá-lo. 
 Na impossibilidade de controlar a Natureza, busca-se prever os eventos futuros, de forma a estar preparado para o amanhã. 
 O Espírito que busca o domínio de si mesmo, que se esforça no sentido de domar suas más tendências e de ter todos os seus atos dedicados a Deus, não precisa prever o seu futuro, pois sabe que graças à Lei de Causa_e_Efeito tudo o que viverá será conseqüência de seus bons atos. 
 Aqueles que atuam no bem se valerão dos recursos de previsão do futuro como uma ferramenta para aumentar sua capacidade de fazer o bem.
 A Natureza foi muito sábia no-lo escondendo.
 Conta-se que Francisco de Assis, estava tratando de seu jardim, quando um amigo se aproximou, perguntando-lhe: – Francisco, o que você faria se soubesse que iria morrer hoje? Ao que ele teria respondido, com a maior naturalidade: – Continuaria a fazer o que estou fazendo: cuidando do meu jardim! Será que nós, diante de um pressentimento sombrio ou ditoso, cultivaríamos a mesma serenidade de um Francisco de Assis?
 Se soubéssemos, antecipadamente, o fim de cada coisa, ninguém duvide que a harmonia geral com isso sofreria. 
 Um futuro feliz assegurado tiraria do homem toda atividade, uma vez que não teria necessidade de nenhum esforço para chegar ao objetivo que se propôs: seu bem-estar; todas as forças físicas e morais seriam paralisadas, e a marcha progressiva da Humanidade seria detida. 
 A certeza da infelicidade teria as mesmas conseqüências pelo efeito do desencorajamento; todos renunciariam lutar contra o decreto definitivo do destino.
 O conhecimento absoluto do futuro seria, pois, um presente funesto que nos conduziria ao dogma da fatalidade. 
 É a incerteza, do momento de nosso fim neste mundo que nos faz trabalhar até a última batida de nosso coração. 
 O conhecimento do futuro é conquista somente de Espíritos elevados. 
 A eles interessa e muito o nosso futuro, razão pela qual cuidam de influenciar o nosso presente, aconselhando-nos, orientando-nos através dos ensinamentos que ministram. 
 É que não tendo, a maioria, a maturidade suficiente para agir com independência, suas ações apaixonadas, o fariam negligenciar o seu progresso. 
 Contudo, Deus permite, com as Leis Naturais, que as coisas se revelem ao seu tempo, dando-lhes, por misericórdia, a oportunidade de crescerem na mesma medida que se desenvolvem os atributos morais e intelectuais. 
 Ao mesmo tempo, quer Ele que desenvolvamos o nosso livre-arbítrio na medida em que ultrapassamos as provas impostas pelas escolhas que fizemos. É para nós uma ferramenta de progresso. 
 O Espiritismo não veio para tratar de assuntos dessa natureza. 
 É uma doutrina que visa reformar o homem através do cumprimento dos ensinos legados por Jesus, agora interpretados à sua luz. 
 Portanto, quem quiser saber o que lhe acontecerá no futuro prepare-se, desde já, praticando o bem sem olhar a quem, porque o futuro é uma decorrência do presente, assim como o presente o é do passado. 
No livro dos Espíritos Kardec pergunta nas questões:

 868- O futuro pode ser revelado ao homem?
Em princípio, o futuro lhe é oculto e não é senão em casos raros e excepcionais que Deus permite a revelação.
869- Com que objetivo o futuro está oculto ao homem?
Se o homem conhecesse o futuro, negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade, porque seria dominado pelo pensamento de que, se uma coisa deve acontecer, não tem que se ocupar dela, ou então, procuraria dificultá-la. Deus não quis que fosse assim, a fim de que cada um concorresse para a realização das coisas, mesmo às quais gostaria de se opor. Assim, tu mesmo, freqüentemente, preparas, sem desconfiar disso, os acontecimentos que sobrevirão no curso da tua vida.
870- Visto que é útil que o futuro seja desconhecido, por que Deus, algumas vezes, permite a sua revelação?
Ele o permite quando esse conhecimento prévio deve facilitar a realização da coisa em lugar de dificultá-la, obrigando a agir de modo diverso do que se faria sem esse conhecimento. Aliás, freqüentemente, é uma prova. A perspectiva de um acontecimento pode despertar pensamentos mais ou menos bons; por exemplo, se um homem deve saber que receberá uma herança, com a qual não conta, poderá ser solicitado por sentimento de cupidez, pela alegria de aumentar, seus gozos terrestres, pelo desejo de possuir mais cedo, talvez, desejando a morte daquele que deve deixar-lhe a fortuna. Ou, então, essa perspectiva despertará nele bons sentimentos e pensamentos generosos. Se a predição não se cumpre, é uma outra prova: a da maneira pela qual se suportará a decepção. Mas não lhe será menor; por isso. O mérito ou o demérito dos pensamentos bons ou maus que a crença no acontecimento fez nele nascer.

Sendo assim amigos vamos viver dia a dia, vamos colocar em prática a caridade sem esperar receber nada em troca pois como sabemos “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO”.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão. Ela brilha no céu, como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina. Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, por isso que é um reflexo do mais puro Cristianismo. Levando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos, assim, meus amigos, a perscrutar-lhe o sentido profundo e as conseqüências, a descobrir-lhe, por vós mesmos, todas as aplicações. Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, como também fará que pratiqueis o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa. Para fazer-se o bem, mister sempre se torna a ação da vontade; para se não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a despreocupação.

Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar a luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos. Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam. Paulo, o apóstolo. (Paris, 1860.).

Bibliografia

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