"Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões". ...Leon Denis

"O espiritismo é toda uma ciência, é toda uma filosofia.Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição,submeter-se a um estudo sério e persuadir-se que mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando" Allan Kardec

"Se a religião recusa caminhar com a ciência, a ciência avança sozinha."... (Allan Kardec)

sábado, 7 de março de 2020

Coronavírus, Visão Espiritual !!



Feliz Novo Ano amigos, PAZ & BEM !!!!


Mais uma vez venho me desculpar pois já estou bem atrasado no que diz respeito ao ano que se inicia, mais enfim vamos lá, iniciamos este ano com a notícia de uma epidemia causada pelo coronavírus, um grupo de vírus já conhecido desde 1960 e que provoca doenças que vão de infecções leves a moderadas até as mais graves, como a pneumonia, e que podem levar à morte.






O vírus foi detectado inicialmente na China, em Wuran. Seu período de incubação é de 2 a 14 dias e apresenta como principais sintomas coriza, dor de garganta, febre, tosse e falta de ar. A transmissão acontece por meio de tosse ou espirro; contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão; e contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.






Desde dezembro do ano passado, quando surgiram os primeiros casos na cidade chinesa de Wuhan, 600 pessoas morreram e o número de infectados já soma 30 mil casos. Cidades são isoladas, aeroportos fiscalizados, mercado financeiro e turismo sofrem as consequências pelo medo do avanço da doença e o mundo, enfim, realmente se assusta, pois vários locais já foram atingidos.


A Organização Mundial da Saúde declarou estado de emergência global, advertindo também para a solidariedade entre os países.


Inicialmente, o espiritismo explica que as doenças fazem parte das provas e das vicissitudes da vida terrena. “Nos mundos mais adiantados, o organismo humano, mais depurado e menos material, não está sujeito às mesmas enfermidades”.


As condições de vida são muito diferentes da Terra. Também, “nos mundos felizes, as relações entre os povos são sempre amigáveis e nunca são perturbadas pela ambição de escravizar o vizinho, nem pela guerra”. Ora, em resumo, o mal ali não se faz presente, não havendo expiações.






Isso significa que na Terra ainda vivemos uma infância espiritual de muitos contrários. “Tendes necessidade do mal para sentir o bem. Da noite para admirar a luz, da doença para apreciar a saúde”, nos ensinam os espíritos superiores.





É claro que uma epidemia assusta, preocupa, mas é interessante que se tenha esses conceitos espirituais em evidência antes de se arriscar a fazer qualquer observação, pois Deus, em sua perfeição e misericórdia, atua através de leis também perfeitas e misericordiosas para que o progresso seja atingido em toda sua Criação. Por isso não há acasos.

O aprendizado é lento e mas contínuo. “Temos, assim, de nos resignar às consequências do meio onde nos coloca a nossa inferioridade, até que mereçamos passar a outro. Isso, no entanto, não é de molde a impedir que, esperando que tal se dê, façamos o que de nós depende para melhorar as nossas condições atuais. Se, porém, malgrado aos nossos esforços, não o conseguirmos, o espiritismo nos ensina a suportar com resignação os nossos passageiros males”, esclarece o espiritismo.

Explica a doutrina espírita que, no intervalo de suas existências corporais, os Espíritos se encontram no estado de erraticidade e formam a população espiritual ambiente da Terra. Pelas mortes e pelos nascimentos, as duas populações, terrestre e espiritual, deságuam incessantemente uma na outra. Há, pois, diariamente, emigrações do mundo corpóreo para o mundo espiritual e imigrações deste para aquele: é o estado normal.


Em certas épocas, determinadas pela sabedoria divina, essas emigrações e imigrações se operam por massas mais ou menos consideráveis, em virtude das grandes revoluções que lhes ocasionam a partida simultânea em quantidades enormes, logo substituídas por equivalentes quantidades de encarnações. (...) Chegadas e partidas coletivas são meios providenciais de renovar a população corporal do globo. Na destruição de grande número de corpos nada mais há do que rompimento de vestiduras; nenhum Espírito perece; eles apenas mudam de ambiente; em vez de partirem isoladamente, partem em grupos, essa a única diferença, visto que, ou por uma causa ou por outra, fatalmente têm que partir, cedo ou tarde.



As renovações rápidas apressam o progresso social. Sem as emigrações e imigrações que de tempos a tempos lhe vêm dar violento impulso, só com extrema lentidão esse progresso se realizaria.



É de notar­-se que todas as grandes calamidades que dizimam as populações são sempre seguidas de uma era de progresso de ordem física, intelectual, ou moral e, por conseguinte, no estado social das nações que as experimentam.

No livro Evolução em dois mundos, psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira, no capítulo 40, “Invasão microbiana”, pergunta-se ainvasão microbiana está vinculada a causas espiri­tuais? A resposta: “Excetuados os quadros infecciosos pelos quais se res­ponsabiliza a ausência da higiene comum, as depressões criadas em nós por nós mesmos, nos domínios do abuso de nossas forças, seja adulterando as trocas vitais do cosmo orgânico pela rendição ao desequilíbrio, seja estabelecendo perturbações em prejuízo dos outros, plasmam nos tecidos fisiopsicossomáticos que nos constituem o veículo de expressão determinados cam­pos de rutura na harmonia celular”.



Isso quer dizer que nossos desajustamentos nos tornam passíveis de invasão microbiana, e dificultam a regeneração natural das células, instalando-se assim a doença, pela de­sarmonia causada por nossas escolhas – conscientes ou não, de agora ou de ontem.



E continua a resposta: “Geralmente, quase todos os processos de doenças surgem como fenô­menos secundários sobre as zonas de predisposição enfermiça que formamos em nosso próprio corpo, pelo desequilíbrio de nossas forças mentais a gerarem ruturas ou soluções de conti­nuidade nos pontos de interação entre o corpo espiritual e o veí­culo físico, pelas quais se insinua o assalto microbiano a que se­jamos mais particularmente inclinados”.



E aqui entra também, ainda conforme a resposta, a importância da transformação moral para uma vida realmente saudável. “Amparo aos outros cria amparo a nós próprios, motivo por que os princípios de Jesus, desterrando de nós animalidade e orgulho, vaidade e cobiça, crueldade e avareza, e exortando-nos à simplicidade e à humildade, à fraternidade sem limites e ao perdão incondicional, estabelecem, quando observados, a imu­nologia perfeita em nossa vida interior, fortalecendo-nos o po­der da mente na autodefensiva contra todos os elementos des­truidores e degradantes que nos cercam e articulando-nos as possibilidades imprescindíveis à evolução para Deus.”
Bom amigos espero ter podido colaborar um pouco esclarecendo sobre esse problema que nos aflige !
Fiquem Bem !!!
Muita Luz a todos !!!









sábado, 22 de junho de 2019

Universalismo X Práticas Espirituais



Ma 


Mas afinal de contas o que é o Universalismo Espiritual?



Talvez seja melhor começar dizendo o que NÃO É o Universalismo Espiritual.



Não é religião, não é corrente de pensamento, não é filosofia, não é ciência (inclusive por qquestões de paradigma), não é doutrina, ou seja, não possui base em livros sagrados, corpo filosófico ou corpo doutrinário.



O QUE É?



É um espírito de síntese inerente, uma perspicácia, uma visão de conjunto, um estado de consciência despreconceituoso, aberto, positivo, inteligente, sutil, com ampla capacidade de associação de ideias que pode e deve aprender com qualquer conhecimento consciencial, com qualquer opção evolutiva ou mesmo com qualquer filosofia, religião ou livro sagrado, mas sem depender deles ou de nada.



O ESPIRITUALISMO UNIVERSALISTA é extremamente baseado no discernimento consciencial do portador, em suas vivências pessoais íntimas, suas elucubrações teóricas intelectuais, em sua autoconscientização bioenergética e extrafísica (autoconhecimento multidensional ) e correlatas expansões de consciência. Vê o ser humano como um complexo sinérgico bio-psico-sócio-consciencial.



Observa-se, que uma “síntese universalista” pessoal não é mistura mística, colcha de retalhos, não é salada esotérica, não é apenas frequentar vários tipos de locais, várias linhas evolutivas, filosofias e/ou religiões, mas é algo mais profundo, mais amplo, mais complexo, mais consciencial, mais íntimo.



É a possibilidade de trabalhar (autopesquisa), desenvolver, expandir a espiritualidade íntima (da alma) sem necessitar de se valer de religiões (mas podendo usá-las também), procurando a verdadeira, profunda e discreta reforma íntima , se valendo das ferramentas conscienciais de cada linha evolutiva (suas técnicas, práticas, conhecimentos e sabedoria) adequando-se a seu contexto pessoal, psicológico, emocional, intelectual, ou seja, isso evita engolir pacotes prontos, tem-se a vantagem de ajustar o “conhecimento-sabedoria” a seu contexto pessoal para otimizar sua evolução consciencial.



Nesses casos o rendimento evolutivo é maior, pois os dogmas (velados ou francos) das linhas e grupos é evitado, as posturas e linguajares padronizados também são evitados, os modismos e cacoetes, vícios e crenças, holopensenes (É o conjunto de pensamentos, sentimentos e energias de uma determinada Consciência ou grupo ),formatados são sadiamente evitados.



Mas essa condição de liberdade e ousadia consciencial, coragem consciencial, independência espiritual exige certo nível mínimo de cultura geral, de conhecimento, de autoconhecimento, mas principalmente de autoestima elevada e autoconfiança (discernimento consciencial). Uma minoria de pessoas está preparada para tal opção.



PRINCÍPIOS BÁSICOS



· As religiões são criações do gênio humano e não imposições de Deus e dos espíritos;



· As instituições e linhas evolutivas também são hierárquicas, políticas e humanas com seus vícios como qualquer empresa comercial;



· Não existe corrente de pensamento, linha evolutiva, religião, filosofia, doutrina ou mesmo ciência a monopolizar as verdades relativas de ponta ou absolutas;



· Há infinitos caminhos diferentes para se atingir a evolução espiritual, dentro e fora de religiões, grupos, pacotes, doutrinas, sistemas metafísicos, psíquicos ou metapsíquicos ou quaisquer instituições afins;



· Há possibilidades infinitas para se cumprir a programação existencial (dharma, missão de vida, projeto reencarnatório, etc) evolução espiritual, dentro e fora de quaisquer lugares, opções, instituições afins, seja ela avançada, intermediária ou básica;



· Mais importa a conduta ética (e cosmoética, consciencioética), amorosa e fraterna do que a ideologia, cosmogonia, fé ou organização religiosa (ou congênere) escolhidas;



· São contraproducentes e inócuas disputas por qual o melhor guru, líder espiritual, linha, teoria, religião, mestre, instituição da humanidade;



· Todas as contribuições ao esclarecimento espiritual e consciencial são válidas e relevantes, merecem respeito e apreciação sem preconceito, devendo-se extrair de cada ideologia, corrente, opção evolutiva o que nela houver de proveitoso ao aprimoramento do indivíduo e da sociedade;



· Que parapsiquismo, intelectualidade, comunicabilidade, mediunidade, projeção consciente, entre outros, são apenas ferramentas evolutivas (e podem inclusive serem mal utilizadas e evolutivamente contraproducentes), ou seja, não são o fim, são o meio utilizado, a ferramenta utilizada para evoluir espiritualmente (consciencialmente).



IDEIAS E SENTIMENTOS



Estas são ideias, conceitos, pensamentos e sentimentos que se aproximam e fundamentam o Espiritualismo Universalista.



· Somos todos Um;



· A evolução consciencial / espiritual é fisiológica, parafisiológica, orgânica e natural para todos os seres e reinos;



· No universo só existe Consciência e energia, sendo que a Consciência é causa e a energia é consequência;



· Pode-se ensinar e aprender com qualquer um, ninguém é tão “rico” que não possa receber ou tão “pobre” que não possa doar;







Lembre se:







Buda não era Budista,
Jesus não era Cristão,
Krishna não era Vaishnava,
Maomé não era Islamita,
Eles eram professores que ensinavam AMOR.



AMOR era a religião de cada UM.















· A religião se impõe a terceiros, a espiritualidade é algo que se tem que buscar dentro de si;



· A religião se apega a livros sagrados e a fundamentos fixos, a espiritualidade busca o que há de espiritual em qualquer livro, doutrina ou fundamentos;



· A religião fala de pecado medo e culpa, a espiritualidade ajuda o autoaprendizado mesmo com os erros, mas sem culpas;



· As religiões e doutrinas criam dogmas inquestionáveis ou falhos, a espiritualidade estimula a raciocinar a intuir e a transcender a tomar boas decisões a assumir a consequências de seus atos sem fugas ou justificativas;



· As religiões são para os que necessitam de alguém para seguir e ouvir o que fazer;



· A religião anestesia, a espiritualidade desperta e expande consciências;



· Religiões há muitas, espiritualidade apenas uma;



· As religiões são hierárquicas em função dos cargos, a espiritualidade é hierárquica em função do nível de consciência;



· As religiões prendem e condicionam a mente, a espiritualidade liberta a mente, o coração e a consciência;



· A religião promete um “paraíso” algures, a espiritualidade ensina a responsabilidade do buscador a merecê-la e conquistá-la dentro de si já;



· A religião cerceia, proíbe e reprime, a espiritualidade liberta, expande e solta a consciência;



· A religião inventa, a espiritualidade descobre e se autodescobre;



· A religião separa, briga e disputa, a espiritualidade une em função das egrégoras;



· A religião se alimente e controla pelo medo, a espiritualidade liberta pela confiança e autoestima;



· A religião gera guerras, a espiritualidade gera paz;



· A religião é ortodoxia e psicologia de massas, a espiritualidade é individual e foro íntimo;



· A religião cria instituições, a espiritualidade as questiona;



· A religião promove a adoração e a gurulatria, a espiritualidade auto responsabilidade evolutiva;



· A religião quer que se renuncie ao mundo; a espiritualidade ajuda a viver em paz com ele;



· A religião se estabelece em derredor de algum ser, guru ou santo, a espiritualidade se estabelece no próprio ser;



· A religião alimenta o ego pessoal e grupal, a espiritualidade o transcende;



· A religião força a entrar no pensamento, a espiritualidade esvazia a mente para atingir a consciência;



· O religioso não é necessariamente espiritualizado, o espiritualizado não é necessariamente religioso;



· A religião se ocupa de fazer, a espiritualidade de ser.

PAZ e BEM !!!!














quarta-feira, 19 de junho de 2019

São João e o Centro Espírita !!





Bom dia amigos PAZ e BEM !!


Ando meio afastado é verdade sem muito tempo para municiar meu blog com questões pertinentes a biologia e a espiritualidade, é verdade, mas meus compromissos pelo pataco e pela minha casa espiritual me tomam quase que integralmente meu tempo, o que sobra é da família pois sem ela eu nada seria.


Bom vamos falar um pouquinho sobre São João as comemorações fazem parte de um grupo de festas coletivamente conhecidas como Festas Juninas (comemorando o Santo Antônio, no dia 13, o São João, no dia 24 e o São Pedro no dia 29). As festas chegaram ao Brasil junto com os colonizadores portugueses que tradicionalmente as cultivaram para comemorar a colheita da produção agrícola no verão europeu. Já faz parte do conhecimento coletivo ocidental que os festejos juninos se devem ao fato de que as autoridades da Igreja quiseram cristianizar as festas pagãs ligadas ao solstício de verão comemorado em 24 de junho.


Nas festas do solstício era comum acenderem-se fogueiras e isso inscreve estas festas nas chamadas festas do fogo. A antiga festa do solstício era realizada com muita alegria e danças junto da fogueira e havia fartura de comida e bebida. Estas práticas passaram para as festas de São João, quando também se come muito, bebe-se, dança-se, canta-se e tira-se a sorte, já que a necessidade de conhecer o futuro era muito comum na Antiguidade.


E quem é o João homenageado em junho? Trata-se de João Batista, um precursor e anunciador do Messias. A data da festa não se relaciona com sua decapitação (seu martírio é relembrado em 29 de agosto), mas com o seu nascimento, que teria ocorrido seis meses antes do Natal de Jesus.


É inequívoca a importância religiosa de João Batista para todas as orientações cristãs – ele é reverenciado pelas igrejas cristãs do ocidente com uma festa que cai em 24 de junho. É conhecido o papel de João na história do Cristo, mas basta lembrar sua admiração pelos métodos do profeta Elias. De tal maneira o admirava que foi chamado “encarnação de Elias” e o evangelho de Lucas menciona que existia uma incidência do Espírito de Elias nas ações de João (Lucas 1,16-17). Mateus, inclusive, coloca na boca de Jesus a afirmativa que o Batista é o mesmo Elias: “E se vocês o quiserem aceitar, João é Elias que devia vir”. (Mateus 11,14). Nos meios espíritas, sabe-se que Elias reencarnou como João Batista.


Foi João Batista que batizou Jesus na margem do rio Jordão, em Pela. Relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João batizou Jesus, dizendo “este é o Meu filho amado no qual ponho toda a minha complacência”. Referem-se também a uma pomba que esvoaçou sobre os dois personagens dentro do rio, e essa ave foi considerada como manifestação do Espírito Santo. Este acontecimento sem qualquer repetição histórica tem servido por base a imensas doutrinas.


Mas por que organizar uma festa junina em um centro espírita? Respondendo com outra pergunta: Qual a finalidade da existência de centros espíritas senão o desenvolvimento do espiritismo e do AMOR fraterno verdadeiramente cristão entre os homens? De acordo com André Luiz Peixinho, o centro espírita é a unidade fundamental para o desenvolvimento do Espiritismo. Apesar das diferentes formas de organização, todos têm em comum a realização de atividades múltiplas que ele enumera agrupando-as “em três núcleos que correspondem a aspectos da sua função social: centro de saúde e promoção da pessoa, educandário e templo.”


É essa função social que cumpre uma confraternização junina, mas principalmente lembrando o papel de João, propicia a oportunidade de estreitamento de laços de amizade entre trabalhadores, da prática da solidariedade e da caridade.


Por fim, mas não menos importante, resta a considerar um ângulo da questão: Deve se considerar que, através dela (festa junina) se apresenta a oportunidade de angariar fundos, imprescindíveis ao financiamento dos serviços de saúde, de educação e de promoção do bem-estar humano. Sempre é bom lembrar: centros espíritas, como todas as instituições na Terra, pagam funcionários, utilizam material de limpeza, tem diversas despesas com água, iluminação, papeis, manutenção da área física, equipamentos, etc.


A necessidade de obter recursos para custear as atividades do espiritismo não é fato novo e foi proposta pelo próprio Allan Kardec, como documentado no Livro dos Médiuns: “Artigo 15 – Para prover as despesas da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, é paga uma cotização anual de 24 francos para os titulares e 20 francos para os associados livres."


Todas essas ações estão alicerçadas nos princípios daqueles que tem a prática cristã como guia: são amigos da fraternidade, do serviço, da bondade e do perdão.


Espero que tenham gostado...Logo logo eu volto !!!


Abraços fraternos a todos.


[1] LEAL, José Carlos. O culto popular de São João Batista. Correio Espírita. Disponível “em: <http://www.correioespirita.org.br/categoria-de-materias/filosofia-e-espiritismo-correio-espirita/565-o-culto-popular-de-s%C3%A3o-jo%C3%A3o-batista>.




quinta-feira, 31 de maio de 2018



'' Saiba qual a visão espírita sobre Corpus Christi ''


Neste dia 31 de Maio é feriado nacional de Corpus Christi. O nome que vem do latim significa Corpo de Cristo é celebrado anualmente, na quinta-feira logo depois do domingo de Pentencostes¹.




História




Segundo a religião Católica, a celebração teve origem na Bélgica, quando uma jovem de 14 anos, por volta do ano 1206, chamada Juliana Cornellon teve a visão da Virgem Maria que a pediu para realizar uma grande festa para honra da presença do corpo místico de Jesus na Santíssima Eurcaistia². Na ocasião, o então bispo Urbano IV, consagrou o evento com as finalidades:




•Honrar Jesus Cristo

•Pedir perdão

•Protestar contra os hereges que negavam Deus

No Brasil, a celebração de Corpus Christi tinha uma conotação político-religiosa, vinda com os colonizadores portugueses e espanhóis, numa procissão realizada no Rio de Janeiro em junho de 1808, com participação de D. João VI.




Em 1961, houve a oficialização da festa com um procissão em Brasília, num percurso entre as Igrejas de Santo Antônio e a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição dos tapetes que enfeitam as ruas surgiu na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. No início, enfeitar as ruas fazia parte de uma “competição” entre protestantes e cristãos, quando estes primeiros negavam a real presença de Cristo na Eucaristia. Os cristão buscaram fortalecer a celebração com a manifestação pública das procissões e enfeites nas ruas.







A Visão Espírita




A passagem bíblica sobre o "Pão e o Vinho" oferecido por Jesus na última refeição tornaram-se símbolos da fé cristã encontrada em (Jô 6,51, Lucas 22:19-20, e também Mateus 26;26-29, Marcos 14:22-25, I Coríntios 11:23-26), a frase “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós, fazei isto em memória de mim... Este é o cálice do meu sangue derramado em favor de vós...”

Os símbolos são: Cruz – lugar do corpo de Jesus; Pão – o corpo de Jesus e o Vinho – o sangue de Jesus.




Segundo a Doutrina Espírita, esta é uma ocasião de comunhão com Jesus. Nos trechos bíblicos, Jesus fez um pedido para que todos, independente de religião, compartilhassem o “pão de cada dia” como sendo as vivências de dor e de alegria, ou seja, a caridade e o amor ao próximo, principalmente em suas necessidades e que seus ensinamentos não fossem esquecidos.




No espiritismo, forma de não permitir que os ensinamentos cristãos sejam esquecidos é através da prática do bem.

Que tenhamos um dia de LUZ e muita PAZ !!!

Paz e Bem !!!!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Feliz ano novo, que venha 2018 !!!

Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral,
e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações.

KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4.

Boa tarde amigos, e o mais um ano vai terminando, será que tudo aquilo que nos propusemos a fazer no final do ano passado, as promessas que fizemos  para esse ano , foram feitas??
Ao refletirmos sobre nossa caminhada através da Doutrina Espírita, nos perguntamos: O que é ser espírita?
Kardec nos ensina, com seu bom senso, que necessário se faz cuidar da nossa transformação moral.
Diz ele: Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé.1
A proposta filosófica e moral do Espiritismo é a transformação pessoal de seus adeptos para melhor. A beleza e a sabedoria da filosofia espírita nos traz respostas às mais perturbadoras questões, baseada na razão e na lógica.
Aprendizes que somos da Doutrina do Cristo, restaurada em seus fundamentos simples e puros, sigamos difundindo as verdades eternas e imutáveis do Evangelho.
Não basta, no entanto, entusiasmo para a divulgação da Doutrina. É imprescindível a prática cristã.
Aquele que ensina sem dar o exemplo ensina apenas a teoria e não toca os corações. Ensina-nos o Espírito Emmanuel:
Espírita deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda.
Espírita deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências.
Espírita deve ser o nome de teu nome, ainda que respires em aflitivos combates contigo mesmo.2
Apesar das respostas legitimas que a Doutrina nos traz, preenchendo os vazios filosóficos e culturais, trazendo as respostas para nossas dores e interrogações, muitos seguimos acomodados, sem abandonar velhos hábitos, vaidades e egoísmo. Seguimos a vida esperando soluções milagrosas para nossos problemas, julgando e exigindo perfeição dos companheiros sem nos preocuparmos com a própria reforma íntima.
Cremos na vida após a morte, no entanto não nos preparamos para esse futuro inadiável…
O espírita de coração, aquele no qual o Espiritismo encontra ressonância produzindo uma revolução para melhor, abre-se ao seu conteúdo e aprende a ser feliz, elegendo a caridade como estrada moral a palmilhar sem cansaço.
O verdadeiro espírita compreende todas essas ocorrências negativas e infelizes do Movimento no qual labora, sem desanimar nem rebelar-se.
A sua energia manifesta-se através da perseverança nas atividades doutrinárias que abraça.
O espírita verdadeiro não se sente completado, mas em construção evolutiva. Estuda sempre, observando as ocorrências e buscando retirar o melhor proveito, a fim de crescer emocionalmente sempre mais.3
Simplicidade. Eis a tônica da vida bem vivida.
Simplicidade. Eis o que se espera do espírita, dos trabalhadores espíritas, dos líderes espíritas, do Movimento Espírita no seu todo.
Simplicidade. Valor intrínseco na humildade. Virtude das maiores.
Com certeza não deixaremos diminuir o entusiasmo pela Doutrina e sua divulgação apenas por estarmos longe da vivência integral dos ensinamentos do Cristo, mas, necessário se faz vigiar e orar sempre.
Nada se conquista sem trabalho e a jornada é lenta e laboriosa para quem busca os bens superiores. Busquemos na perseverança a coroação de nossos esforços.
A alma humana aprenderá a conhecer-se em sua natureza imortal, em seu futuro eterno. Espíritos, de passagem por esta Terra, compreenderemos que o nosso destino é viver e progredir incessantemente, através do infinito dos espaços e do tempo, a fim de nos iniciarmos sempre e cada vez mais nas maravilhas do Universo, para cooperarmos sempre mais intimamente na obra divina.
Compenetrados destas verdades,saberemos desprender-nos das coisas materiais e elevar bem alto as nossas aspirações. Sentir-nos-emos ligados aos nossos companheiros de jornada, na grande romaria eterna, ligados a todas as almas pela cadeia de atração e de amor que a Deus se prende e a todos nos mantém na unidade da vida universal.
Então as mesquinhas rivalidades, os odiosos preconceitos terão cessado para sempre. Todas as reformas, todas as obras de solidariedade receberão vigoroso impulso. Acima das pequenas pátrias terrestres veremos desdobrar-se a grande pátria comum: o céu iluminado.
De lá nos estendem os braços os Espíritos superiores. E todos, através das provas e das lágrimas, subimos das obscuras regiões às culminâncias da divina luz. O carreiro da misericórdia e do perdão está sempre franqueado aos culpados. Os mais decaídos podem se reabilitar, pelo trabalho e pelo arrependimento, porque Deus é justiça, Deus é amor.
Que o ano que termina se vá em PAZ, e que 2018 seja infinitamente melhor do que foi 2017, e que nós espiritualistas possamos reconhecer na palavra de nosso guia maior , Jesus o nosso norte, que possamos fazer de seus ensinam,entos não somente letra mas também vida, que sua palavra tenha eco dentro de nós e que ao longo de nossa caminhada possamos colocar em prática tudo o que ele nos ensinou!
FELIZ ANO NOVO, QUE VENHA 2018 !!!!!
PAZ E BEM !!!!

1 KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4.
 XAVIER, Francisco C. Religião dos Espíritos.
 FRANCO, Divaldo P./Vianna de Carvalho. Espiritismo e Vida, cap. 6.
 DENIS, Léon. No Invisível, cap. XI.


domingo, 15 de outubro de 2017

Subindo degraus



Em boa parte do tempo, caminhamos na jornada terrena presos a incertezas, dúvidas, altos e baixos... Planos são construídos e, de repente, se desfazem, gerando um clima de insatisfação e insegurança íntima. O que fazer? Como compreender essas ocorrências?

Podemos pensar na existência carnal como uma longa escada, composta de vários degraus. Quem está no primeiro degrau tem uma visão da paisagem em torno; quem está no segundo terá outra, mais ampla; quem está no terceiro alcançará mais além; e assim por diante. Porém, a realidade em torno será sempre a mesma.

O que muda é o ângulo de visão e a capacidade de percepção do caminhante, de acordo com a sua posição naquela escada. O que não era possível compreender para quem estava no primeiro degrau, logo se tornará melhor entendido quando o segundo degrau for alcançado; e assim sucessivamente, até que todo o quadro se torne compreensível e claro.

Aquele que se determinar a continuar subindo alcançará, com o tempo, melhor compreensão do todo à sua volta, descobrindo novos horizontes, sempre. Isso nos leva a pensar e compreender, ao final, que cada momento da nossa vida é essencialmente transitório; e que tudo dura apenas o tempo que precisa durar.

Assim, não estamos obrigados a estacionar num único degrau ou num único patamar da existência. Se nós fomos colocados naquela escada, é que o nosso destino é subi-la, para atingir o topo. Este é o Propósito Divino, para cada um de nós e para todos nós. Então, se hoje as coisas lhe parecem sombrias e tristes, busque na sua Fé em Deus e nos Sagrados Orixás o ânimo, o entusiasmo e a determinação para continuar caminhando e subindo os degraus da sua vida. Pense nas sementes lançadas na terra: a princípio, elas podem parecer destinadas a viver soterradas e, no entanto, têm como destino real brotar, crescer, dar frutos e gerar novas sementes, numa cadeia perfeita e contínua de vida e de bênçãos.

Cada um de nós é como uma “sementinha de Deus”. A nossa essência é Deus, somos filhos de Deus. Ou seja, Deus é, em nós, uma centelha Sagrada, Plena de Luz e de Vida. Esta centelha, que somos nós, foi posta por Deus a caminhar na Escada da Vida, de modo a subir degrau por degrau, até atingir o máximo da expansão e então poder colher os frutos desse crescimento e gerar novas sementes, brotos e frutos. Preparemos o nosso coração para essa caminhada de Luz. Os olhos do coração percebem a Luz em toda parte e podem guiar nossos pés onde parecia haver apenas escuridão. Não podemos nos deixar prender num ponto do caminho. Os tropeços surgem é para nos dar a oportunidade de reflexão, aprendizado e fortalecimento, capacitando-nos a prosseguir e alcançar outros patamares.

Lembremo-nos de que o dia sucede a noite; que a primavera sucede o inverno; que a renovação celular diária restaura em nosso físico as energias que se haviam esgotado, preservando a vida. Enfim, observemos que tudo se renova de forma perfeita e contínua em todo o Universo. Da mesma forma, a nossa essência íntima tem a capacidade de se renovar, de se fortalecer e de nos fortalecer, quando nos dispomos a refletir sobre as decepções e desenganos do caminho. Importa é caminhar. Somos eternos, imperecíveis e destinados ao topo da escalada, para o encontro das Luzes do Criador.

É preciso, no entanto, aprender a buscar e perceber a Luz em cada momento ou degrau dessa caminhada. Não há motivo para desânimo ou desistência: a transitoriedade, a impermanência das coisas, é apenas uma ferramenta Divina que nos faz seguir em frente, para nos conduzir ao nosso destino final e verdadeiro. O que fica para trás são as ilusões que precisavam ser abandonadas. Por acreditar que somos espíritos vestidos de carne é que precisamos buscar forças internas e reagir diante do sofrimento. Tudo pode ser superado com fé e determinação.

Vamos aprender a nos livrar do fardo do passado. Aceitar que ficou para trás aquilo de que precisávamos nos despojar. Um coração iluminado sabe reter apenas as experiências que de fato importam ao nosso progresso. Aceitemos que a Vida nos ilumine, ampare e oriente. Vamos então, juntos e com determinação, para a nossa escalada. Mãos, pensamentos e corações unidos. Vamos com a certeza na mente e a confiança no coração.

O Pai Eterno nos ampara e incentiva, em cada degrau, com Infinito Amor e Compaixão, porque compreende as nossas limitações, tristezas e incertezas de momento. Ele confia que aprenderemos e nos espera no topo, para nos tornar Luz com Ele, porque sempre fomos UM.

Mensagem do Espírito Zé Pelintra pela médium Fátima Gonçalves
Boa semana amigos PAZ e LUZ !!!!!!!



domingo, 1 de outubro de 2017

                                 
    
                             

                             Pisa na Linha de Umbanda
Por Caboclo Iguaratan, através do médium VANDERLEY ALVES





Ao “pisar na Linha de Umbanda”, o ser espiritual encarnado ou não, passa a acessar gradativamente novos níveis de consciência e percepção da realidade.

O pensamento lógico linear tridimensional passa a ser enriquecido com novas experiências internas e externas que expandem os limitados horizontes do plano físico. Isso permite ao ser espiritual resgatar sua herança original, sua pura Ancestralidade e sua autêntica Individualidade.

Isso permite ao Espírito sentir-se e aceitar-se definitivamente como Espírito, despindo-se das couraças milenares de ilusão que sufocam sua divina capacidade de criação e expressão por incontáveis existências. Sabe-se que uma “linha” é formada pela união de inúmeros “pontos”; antes de “pisar na Linha de Umbanda” o ser espiritual é apenas um “ponto” isolado e perdido, sem conexão real com a Espiritualidade.

Ao ingressar e compor a Linha de Umbanda, o Espírito deixa de ser “ponto” e passa a ser “ponte”, interligando seres e energias de múltiplos planos, condições e dimensões.

Para “pisar na Linha de Umbanda”, o “ponto” corajosamente toma a decisão de expandir seus acanhados e mesquinhos limites existenciais, emocionais e mentais.

Ao conectar-se amorosamente com outros “pontos”, passa a sentir a Corrente da Consciência Infinita percorrer seus veículos de manifestação; o ponto então, finalmente passa a ser ponte: ao mesmo tempo canal receptor e transmissor dessa Inesgotável Usina geradora de Luz Crística chamada Aruanda, administrada pelos Divinos Orixás.

O ser espiritual trafega pela Linha de Umbanda servindo e sendo servido, amando e sendo amado, iluminando e sendo iluminado. Cada conhecimento adquirido, cada emoção sublimada, cada vitória interior conquistada é uma conta colorida enfileirada na Linha de Umbanda, que unida às contas dos demais Irmãos e Irmãs, formam um infinito colar de contas, uma esplendorosa Guia de Sabedoria deposta como oferenda coletiva de Amor aos pés da Divindade Suprema!
Publicado no Jornal de Umbanda Sagrada – Ed - 141 - Fevereiro de 2012


Paz e Bem !!!!