"Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões". ...Leon Denis
"O espiritismo é toda uma ciência, é toda uma filosofia.Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição,submeter-se a um estudo sério e persuadir-se que mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando" Allan Kardec
"Se a religião recusa caminhar com a ciência, a ciência avança sozinha."... (Allan Kardec)?xml:namespace>
Bom dia meus irmãos, tomei ciência essa semana de um grupo chamado Grupo Espírita de Estudo de Ética, um grupo de estudos de Divinópolis MG, fui buscar então informações sobre como seriam feitos esses estudos, descobri que eles desde o ano 2000, se dedicam ao estudo da Sistematização do aspecto moral d’O Livro dos Espíritos, achei muito interessante o assunto e resolvi divulgar um pouco aqui através do blog o trabalho que esse grupo desenvolve, quem se interessar em se aprofundar mais no assunto deixe uma mensagem que entro em contato e passo mais do material que consegui.
Sendo assim vamos a uma pequena síntese do trabalho já realizado...
“O Espiritismo é uma alavanca que afasta as
barreiras da cegueira. A preocupação pelas questões morais
está inteiramente para ser criada;
discute-se a política que examina os interesses
gerais, discute-se os interesses privados, apaixona-se pelo
ataque, ou defesa das personalidades; os sistemas têm seus partidários e seus
detratores; mas as verdades morais, as que são
o pão da alma, o pão da vida, são deixadas na
poeira acumulada pelos séculos.”
J.J. Rousseau
Apresentação
José Carlos Pereira
(Do Grupo de Cultura Espírita “Prof. Cícero Pereira”–Divinópolis–MG)
Numa demonstração de apreço – acreditamos que pela nossa lide de meio século de estudo e divulgação da Doutrina – fomos solicitados a fazer a apresentação deste trabalho que, para o GEEET– Grupo Espírita de Estudos de Ética, que o empreendeu, foi objeto de especial atenção.
Seu objetivo específico é a contextualização dos textos básicos da moral espírita, o como um código voltado para a universalidade.
Inquestionavelmente, o intento se reveste de elevada significação, pois consubstanciada na Lei Divina ou Natural, esse fundamento do Espiritismo está realmente acima de qualquer variação temporal. A moral é inerente à natureza do Espírito. Atributo ainda latente que precisa ser alcançado através de lúcida consciência. Para isso, é imprescindível que, sem postergação, o espírito se empenhe no seu autoconhecimento, transformando sua potência em ato, sua virtualidade em realidade, pois esse é o determinismo da sua superior destinação: à sua perfeitabilidade. Daí, a evidência de que toda
reflexão e a análise dessa temática, extrapole qualquer pretensão de natureza sectária.
Sobre essa questão, é oportuno reportar-nos às palavras de Allan Kardec, ao esclarecer, na introdução de “O Evangelho Segundo Espiritismo”, o objetivo da obra:
“Se as quatro primeiras partes dos Evangelhos tem sido objeto de discussões, a última – a moral – permanece inatacável. Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É o terreno
em que todos os cultos podem encontrar-se, a bandeira sob a qual todos podem abrigar-se, por mais diferentes que sejam suas crenças. Porque nunca foi objeto de disputas religiosas, sempre e por
toda parte provocadas pelos dogmas. Se o discutissem, as seitas teriam, aliás, encontrado nele a sua própria condenação, porque a maioria delas se apegaram mais à parte mística do que à parte moral, que exige a reforma de cada um. Para os homens, em particular, é uma regra de conduta, que abrange todas as circunstâncias da vida privada e pública, o princípio de todas as relações sociais fundadas na mais rigorosa justiça. É, por fim, e acima de tudo, o caminho infalível da felicidade a conquistar, uma ponta do véu erguida
sobre a vida futura. É essa a parte que constitui objeto exclusivo desta obra”.
Acresce ainda que o trabalho do GEEET representa o que há de mais essencial nessa fase de transição em que vive a humanidade.
Segundo registra Allan Kardec na “Revista Espírita” de dezembro de 1863, volume 12, página.378-EDICEL, “ O sexto e último período do Espiritismo será o da regeneração social, que abrirá
a era do século vinte”. Essa previsão caracteriza a síntese da Codificação Kardeciana: “O Espiritismo é uma doutrina científica, filosófica de conseqüência moral”.
Apreende-se, pois, que a vivência da concepção moral do Espiritismo em todos os planos da vida, é uma forma de superar o processo do sistema imperante no nosso mundo, onde o arbítrio de uns
poucos aliena a ciência, tecnologia, correntes culturais e filosóficas, assim como seitas religiosas. É o poder econômico, subvertendo, com seu pragmatismo, todos valores éticos, tirando de um imenso contingente humano a sua condição de sujeitos, transformandos, por um processo de desumanização, em párias, em excluídos dos direitos sociais.
Entretanto, a conquista dessa transformação só será alcançada através de uma ação consciente e dinâmica, capaz de superar esse estágio de “prova e expiação”. Essa ação precisa transpor os limites de espaço e do tempo. Deverá ser um estado de espírito, uma conduta. Será na expressão do professor J. Herculano Pires, a pedagogia do contágio, atribuída a Jesus de Nazaré.
Para os espíritas, em particular, em particular, o objetivo desse trabalho é propiciar uma percepção lúcida e integral, isto é, a interação das linhas mestras do pensamento doutrinário com a práxis moral, o
que quase sempre nos escapa quando a leitura e o estudo são feitos de forma periférica e mecânica, sem espírito investigador sem senso de criticidade, onde predomina memorização, sem assimilação do
seu verdadeiro conteúdo.
A pesquisa realizada pelo grupo se processou em torno de “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”. Sobre esse aspecto e face a possíveis indagações do porquê desse critério não ter se estendido às demais
obras da codificação, cabe-nos relembrar que “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” é o edifício da Doutrina. É o código básico de um novo ciclo da ascensão humana. Todas as demais obras são subsidiárias;
desenvolvimento e desdobramento do núcleo central, como têm assinalado vários estudiosos.
Olá meus irmãos, ontem 24-06 comemoramos o dia de São João Batista. Era filho de
Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo. Nasceu com a missão de preparar o
caminho para a chegada do Messias. Por esse motivo, a imagem de são João Batista
é geralmente apresentada como um menino com um carneirinho no colo, pois foi
ele, segundo a Bíblia, que anunciou a chegada do cordeiro de Deus, o Cristo
Jesus.
Diz a história bíblica, que na antiga Judéia, as primas
Isabel e Maria, mãe de Jesus, estavam grávidas. Como moravam distantes, elas
combinaram que a primeira a ganhar bebê anunciaria a novidade acendendo uma
fogueira em frente à própria casa. Santa Isabel cumpriu a promessa quando do
nascimento de seu filho, João Batista.
É considerado o último dos profetas, e o primeiro apóstolo.
Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe a presença do
Messias, "estremecendo de alegria" na presença de Maria, quando esta ia visitar
a prima Isabel. O evangelho de são Mateus fala das pregações e dos batismos que
realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó. Foi João Batista
quem batizou o próprio Cristo.
Crítico da hipocrisia e da imoralidade, João Batista condenou
publicamente o fato de o rei ser amante da própria cunhada, Herodôades. Salomé,
filha de Herodôades, dançou tão bonito diante de Herodes, que este lhe prometeu
o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se
vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista sobre uma badeja.
João Batista, juntamente com os profetas Elias e Eliseu, é considerado o
protótipo do ideal ascético, e modelo de vida perfeita. Podemos dizer até, que
ele, João, seria o próprio Agnus Dei (o Cordeiro de Deus), portador e síntese da
tradição judaica mais pura, que ardia entre os Essênios daquela época.
O valor simbólico e filosófico de João Batista, portanto,
ultrapassa completamente o dogma católico: João batizava os seus adeptos com
água (ou seja, utilizando um símbolo material), mas afirmava que o que viria
depois dele "batizaria com fogo", isto é, o Espírito Santo.
João Batista é o único santo, além de Virgem Maria, de quem a
liturgia celebra o nascimento para o Céu, celebrando o nascimento segundo a
carne. Na comunidade religiosa da igreja católica os missionários de são João
batista, ou seja, seus membros (sacerdotes ou leigos) consagram a sua vida a
Cristo, através dos votos de castidade, obediência, e pobreza. Numa atitude de
acolhimento e de disponibilidade, alicerçados no Cristo da Eucaristia, os
missionários de são João Batista devem tornar-se para os homens de hoje sinais
do Reino e anunciar os caminhos do senhor, a exemplo do seu padroeiro.
Deste modo, o simbolismo de "Yohanan" (João em hebraico)
ganha, com os séculos, uma poderosa força, que a cultivada por várias correntes
gnósticas até chegar à idade média, na qual hospitalários e templários, desde a
sua origem, invocam João Batista para seu patrono. Assim, são João, o fogo e o
solstício de verão, no hemisfério norte, estão indissoluvelmente ligados com uma
ação, um trabalho essencialmente transformador, no qual o "Fogo Sagrado" agirá,
quer como agente hermético-alquímico, quer como condição necessária para o
trabalho, quer como inteligência criadora, criativa e genial, avessa a qualquer
Avatar, porque não reconhece poder na Terra superior a Deus.
Anel de ligação entre a antiga e nova aliança (Moises e
Jesus, respectivamente), João foi acima de tudo o enviado de Deus, uma
testemunha fiel da luz, aquele que anunciou Cristo e O apresentou ao mundo.
A tradição da fogueira nasceu antes do Cristo. Queimar
fogueiras, naquela época, significava saudar a chegada do verão, e apenas no
século VI, o catolicismo associou as comemorações pagãs ao aniversário de são
João Batista. Os portugueses no Século xIII incluíram são Pedro, e Santo
Antônio, e no Brasil, a data é celebrada desde 1583.
O Orixá Xangô
Xangô é a divindade que rege o fogo, o trovão, os raios,
muito semelhante à Javé, Zeus, Odin e Tupã. Pode, através da sua justiça,
dispensar favores, movendo favoravelmente ventos, raios, trovões para nos
defender e para ganharmos causas. A sua Lei é como a rocha, dura, justa, cega...
Portanto, devemos pensar duas vezes antes de batermos a mão, a cabeça e
clamarmos por justiça, pois se a nossa demanda for justa ele nos amparará e se
não for aos rigores de sua lei seremos chamados e o seu raio de correção virá
para cima de nós mesmos. Então quando nos sentirmos injustiçados, devemos pedir
que Xangô nos esclarecesse e se estivermos certos então que ele esclareça a
outra parte e se esta não ouvir então não precisamos nem pedir, que a lei de
ação e reação é automática e se cumprirá a justiça de Xangô em nossas vidas.
O santuário natural, sagrado, ponto de força e habitat, é no alto de uma pedreira ou na cachoeira. Na
pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a
segurança, a firmeza e a sustentação. Na cachoeira, junto com Oxum, nos
purifica, nos energiza, nos dx vida, vigor, saúde e inteligência.
No esoterismo de Umbanda Xangô é o Senhor das Almas, cujo
atributo é a sabedoria a fim de exercer a Justiça Divina, aferindo em sua
balança todas as almas. Através da manipulação do elemento fogo, Xangô, mais do
que fazer cumprir a lei karmica para todos os seres viventes, ilumina o caminho
a ser seguido, bem como ajuda a libertar dos grilhões milenares dos enganos que
escravizam a consciência.
Os sincretismos deXangô na Umbanda
No sincretismo associou-se a Xangô das
Pedreiras a São Jerônimo, aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita
e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamentos. Protetor dos
intelectuais, dos magistrados. Já na cachoeira o sincretismo foi com são João
Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se
purificar. Com o poder do fogo deXangô é queimado, destruído tudo o que é de
ruim e ocorre a transmutação trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível,
de acordo com o nosso merecimento. Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de
junho.
Alguns dizem que São Judas Tadeu, por ter um livro na mão
também pode sincretizar com Xangô ou que tem uma linha espiritual que atua nas
correntes deXangô. Assim, Tudo o que é ligado a trabalhos e pedidos de estudos,
a cabeça, papéis, entregamos a linha deXangô. Xangô é o
grande Rei, poderoso, autoritário, porém que tem compaixão e é justo. Xangô tem
autoridade, é valente, mas tem um grande e bom coração.
O seu machado é o símbolo da imparcialidade. É uma divindade
da vida, representado pelo fogo ardente e por essa razão não tem afinidade com a
morte e nem com os outros orixás que se ligam à morte.
Xangô, sincretizado com São João Batista, é também o patrono
da linha do oriente, na qual se manifestam espíritos mestres em ciência ocultas,
astrologia, quiromancia, numerologia, cartomancia. Por este motivo, a linha dos
ciganos vêm trabalhar nesta irradiação.
Características dos Filhos de Xangô
É muito fácil reconhecer um filho de Xangô apenas
por sua estrutura física, pois seu corpo é sempre muito forte, com uma
quantidade razoável de gordura, apontando a sua tendência à obesidade; mas a
sua boa constituição óssea suporta o seu físico avantajado.
Com forte dose de energia e autoestima, os filhos
de Xangô têm consciência de que são importantes e respeitáveis, portanto quando
emitem sua opinião é para encerrar definitivamente o assunto. Sua postura é
sempre nobre, com a dignidade de um rei. Sempre andam acompanhados de grandes
comitivas; embora nunca esteja só, a solidão é um de seus estigmas.
Conscientemente são incapazes de serem injustos com alguém, mas certo egoísmo
faz parte de seu arquétipo. São extremamente austeros , portanto não é por
acaso que Xangô dança alujá com a mão fechada. Gostam do poder e do saber, que
são os grandes objetos de sua vaidade.
Os filhos de Xangô são obstinados, agem com estratégia e conseguem o que
querem. Tudo que fazem marca de alguma forma sua presença; fazem questão de
viver ao lado de muita gente e têm pavor de ser esquecido, pois, sempre
presentes na memória de todos, sabem que continuarão vivos após a sua ‘retirada
estratégica’.
O Filho de Xangô é, por excelência, calmo e muito
ponderado. Costuma pesar os fatos com muito cuidado, procurando sempre pôr
panos quentes em qualquer disputa. Só toma decisões depois de pesar e analisar
todos os ângulos dos problemas apresentados, procurando ser o mais justo
possível. Dedica-se de corpo e alma a tudo o que se propõe a fazer, mas
desilude-se com muita facilidade também. É sonhador por excelência, acha sempre
que tudo dará certo, deixando-se levar, com muita frequências, pela ilusão e
pelo sonho. Sempre procura apresentar seus propósitos e planos de maneira mais
bonita, mais enfeitada, o mais claro possível, sem observar o que há de viável
neles. Nunca procura ver se há realismo no que se propõe a fazer. Os Filhos de
Xangô são capazes, geralmente, de grandes sacrifícios, mas aborrecem-se
profundamente se algo que programaram não dá certo.
Não admitem mudanças de programação, não só quando
dependem deles a realização do plano programado. Costumam ficar roendo muito o
que lhes acontece, ou o que não se realizou com queriam. Separam, com muita
freqüência, a realidade de si, levando seus pensamentos para altas esferas. Por
serem muito honestos, magoam-se com muita facilidade pela ingratidão das
pessoas, achando que todo o mundo tem obrigação de ser honesto e preciso em
suas decisões.
Meus amigos, por tudo isso eu não poderia deixar de saudar esse orixá , Salve meu PAI Xangô, pois sou mais um de seus filhos !
A inveja, conforme Sebastián de Covarrubias, gravura século 16
Inveja ou invídia é um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser).
A inveja é originária desde tempos antigos, escritos em textos, que foi acentuado no capitalismo e no darwinismo social, na auto-preservação e auto-afirmação.
A inveja pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectualidade.
A inveja é um sentimento que leva ao invejoso a idéia de que o bem alheio é considerado um mal próprio. A inveja provém de olharmos o bem do outro e ver que não possuímos, formando um sentimento de inferioridade, incapacidade, deixando-nos menores perante o sucesso alheio.
O coração que se contamina com a inveja vai se tornando amargo, inconformado, revoltado com o que não possui, o que leva à frustração, travando uma competição paranóica com o outro, a ponto de chegar a odiar e até desejar o mal ao invejado. O ser invejoso não se convence da própria mazela, a satisfação dele é ver o outro triste, aniquilado, arrasado e amargurado com as derrotas. Infelizmente, este estado de consciência leva o indivíduo à depressão, ao desânimo, a perder o sentido da vida, que passa a ser vista somente pelo ângulo daquilo que não se tem, de modo que o invejoso é um eterno descontente com tudo e com todos.
A inveja tem por características o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa. Não é necessariamente associada a um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do status de uma pessoa em relação à outra.
O ser em posse da inveja vive desconfiado, como se estivesse numa espécie de estimulante ou droga que penetra a consciência, mesmo que venhamos a imitar o desenvolvimento ou a capacidade do outro, porque achamos positivo, caímos na essência da mesma que é a comparação, e a cada ato de comparação nos afastamos ou aniquilamos a nossa própria realidade, destruindo tudo aquilo que tínhamos formado a nosso respeito.
A inveja é como uma árvore que tem raízes e frutos. A raiz da inveja é a vanglória, e seus frutos são a maledicência, que consiste em falar mal dos outros e difamar a vida alheia, e a insatisfação constante, pois o invejoso acha que a felicidade está sempre “na casa do vizinho” e é, assim, incapaz de se satisfazer com aquilo que tem.
Conforme São Tomás de Aquino, a inveja tem a sua raiz no orgulho. A vanglória é o desejo de se destacar em função do brilho e não do bem em si mesmo, do sucesso ou o bem alcançado, de modo que o sucesso passa a ser a meta de vida, a ponto de se fazer qualquer coisa para alcançá-lo. Não que o sucesso seja ruim, ele é bom, mas não se pode viver em função dele, ou seja, nossa felicidade não está em função do sucesso ou dos bens e, sim, em função de nossa comunhão com Deus.
O grande Santo Agostinho dizia que “a inveja é o pecado diabólico por excelência”. E se referia a ela como “o caruncho da alma, que tudo rói e reduz a pó”. A inveja é amiga daquele que não suporta a felicidade dos outros, e que não se conforma em ver alguém realizado, melhor do que ele mesmo. Fica torcendo pelo mal do outro e, quando este fracassa, diz no seu interior: “bem feito!”.
Vemos acontecimentos que ocorrem na humanidade sobre a inveja, a história dos irmãos Caim e Abel, no qual Caim matou o seu irmão Abel por inveja (Cf. Gen. 4). Também por causa da inveja os filhos do patriarca Jacó venderam o seu filho caçula, José, para os mercadores do Egito. Também por causa da inveja, vimos o rei Saul odiar a Davi e caçá-lo como se fosse um animal a ser morto. (Cf. 1Sm 18,8;19,1.)
As escrituras sagradas nos relatam, por causa da inveja, a morte de Jesus. O evangelista São Mateus deixa claro: “Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: “Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo?” Ele sabia que tinham entregado Jesus por inveja” (Mateus 27, 18).
Santo Agostinho fala sobre a gravidade da inveja: “Terrível mal da alma, vírus da mente e fulminante corrosivo do coração, é invejar os dons de Deus que o irmão possui, sentir-se desafortunado por causa da fortuna dos outros, atormentar-se com o êxito dos demais, cometer um crime no segredo do coração, entregando o espírito e os sentidos à tortura da ansiedade; destroçar-se com a própria fúria!”
O apóstolo Paulo de Tarso, em sua carta a Tito, dizia: “Porque também nós outrora éramos insensatos, rebeldes, vivendo na malícia e na inveja”. Essa embriaguez da inveja consiste justamente na incapacidade de perceber que este sentimento nos leva a uma vida infeliz, solitária e amarga, por mais que tenhamos nunca teremos tudo, ou seja, sempre haverá algo a que invejar.
O psicólogo Alfred Adler diz que “A mais grave contradição é que a pessoa que mais sente a inveja é justamente aquele tipo de personalidade que mais poderia desfrutar o prazer ou sucesso pessoal, deslocando sua fonte de satisfação e crescimento para o inferno de ter de observar ou medir o que o outro obteve primeiro. Neste ponto podemos afirmar que o amor sempre invejou qualquer tipo de vício, pois este último possui uma capacidade de impregnação na alma humana além de qualquer outro sentimento positivo. É só refletirmos para o problema das drogas ou da violência, que não demoraremos a perceber a veracidade de tal conceito. Há muito que não sabemos o que fazer com nosso lado íntimo e pessoal, sendo inevitáveis os desastres na história de nossa afetividade. Podemos até ser treinados para a convivência de determinada limitação causada por doença física; mas as sequelas psicológicas de infelicidades passadas são tabus na compreensão total sobre o que nos tornamos após todas as experiências vividas”.
Segundo o psiquiatra suíço, Carl Gustav Jung (1875-1961), todas as faces escuras, ameaçadoras e indesejáveis da personalidade são chamadas de sombra: “Reconhecer e aceitar seu lado sombrio é o primeiro passo para ter equilíbrio emocional e melhorar a qualidade de todas as relações. A sombra faz parte de nosso inconsciente e, se não for encarada, dominará todas as ações, nos rouba a tranquilidade para aceitar os ciclos da vida, nos tira a beleza, o ânimo e, o pior de tudo, a capacidade de amar, que é justamente o mais iluminado dos sentimentos”.
Sigmund Freud diz que “A inveja jamais nos dará trégua ou férias acerca de uma autoestima precária que conquistamos; sendo uma “espada dilacerante” que corta nossa alma quando lembramos dos grandes desejos irrealizados, mas que nosso “vizinho” talvez os tenha obtido. Temos um vício quase que perpétuo de achar que o fracasso apenas é reservado para nossa pessoa. Isto se agrava pela hipocrisia social e pelo fato das pessoas a cada dia estarem mais treinadas na arte da dissimulação ou disfarce de sua real condição”.
Ninguém no mundo filosófico analisou sobre a inveja melhor do que o filósofo Nietzsche, colocando a inveja como categoria descritiva. Quando ele comenta sobre o “fraco”, “escravo” ou “doente”, antes de estes indivíduos serem só ressentidos, são invejosos, corroídos com um tacão no peito, que o sangra dia após noite: a inveja.
Ele dizia que o invejoso não aparece. Ele se esconde, é sorrateiro, resguardado pelo seu nome que é uma capa, pois ninguém sabe quem é ele. O nome de alguém que nada fez é um nome que vale como uma máscara de ladrão. Pode usar o nome, mas o nome não diz nada. É assim que o invejoso, o “fraco” de Nietzsche, age rotineiramente: ele é como o inseto, também um exemplo nietzschiano, que muda de cor para se parecer com a paisagem. A covardia e a inveja são irmãs.
Uma equipe de cientistas japoneses conseguiu identificar a região do cérebro que controla o sentimento de inveja. A descoberta poderá ajudar os profissionais da área de saúde a lidar melhor com pessoas que sofrem do problema.
“A inveja pode levar uma pessoa a praticar um ato destrutivo e até criminoso, para conseguir o que deseja”, disse Hidehiko Takahashi, 37 anos, pesquisador-chefe do Departamento de Neuroimagem Molecular do Instituto Nacional de Ciência Radiológica. A pesquisa, que durou um ano e meio, estudou o comportamento de 19 pessoas em boas condições de saúde. Durante os experimentos, eles tiveram os cérebros monitorados por aparelhos de ressonância magnética.
Explicou Takahashi: “Antes de monitorarmos as atividades cerebrais, pedíamos aos participantes para se imaginarem integralmente nas situações descritas, como se fossem reais e estivessem acontecendo com eles”. Disse Takahashi que as pessoas eram induzidas a imaginar um cenário que envolvia outras três personagens, duas delas seriam hipoteticamente mais capazes e inteligentes do que os voluntários da pesquisa. Quando os voluntários sentiam inveja, a parte do córtex dorsal anterior do cérebro era ativada. “Pessoas muito invejosas tendem a ter uma grande atividade nessa região do cérebro, que é responsável pela dor física e também é associada à dor mental”, contou o pesquisador.
Segundo os especialistas, isto indica que as pessoas invejosas sentem mais prazer com a desgraça alheia. O resultado da pesquisa foi publicado na última edição do American Journal of Science.
Precisamos tomar cuidado com certos tipos de sentimentos, que podem nos levar a atrair energias de baixas vibrações , solidão e infelicidade.
Sendo assim, vamos procurar olhar a nossa vida e deixar que nossos irmãos cuidem da dele.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, droga é toda substância que, após ingerida, pode modificar uma ou mais funções do indivíduo. Desde os primeiros clarões da civilização o homem já fazia uso das drogas, tanto no intuito de obter prazer e se divertir, como para entrar em contato com supostas divindades. Com o caminhar da Humanidade as drogas foram classificadas em licitas e ilícitas.
Por muito a tempo a questão das drogas quanto ao seu uso, foi tratada apenas como assunto jurídico ou médico, hoje porém, a visão que a sociedade tem das drogas está muito mais ampliada, ver os nossos jovens sendo consumidos pelos vícios em virtude da falta de informação, de problemas familiares e até mesmo problemas sociais, tem movido um grande segmento da sociedade em busca de uma solução que contenha a invasão das drogas, que minam a nossa juventude.
O uso de substâncias altamente tóxicas ocorre normalmente entre os jovens que não dispõem de informações adequadas, e que, na busca de um prazer ilusório e passageiro, tentam estimular comportamentos, acabando vítimas da dependência física e psíquica, que na grande maioria das vezes obriga-os a cometer atos de extrema gravidade, contra si próprios, contra seus familiares e contra outrem.
Somos sabedores de que as nossas companhias, tanto ao nível social quanto ao espiritual, está diretamente ligada aos nossos hábitos; ou seja, se alguém é amante da literatura procurará reunir-se com pessoas que têm o mesmo gosto, se gostamos de freqüentar estádios de futebol, procuramos conviver com pessoas que também gostem de ir aos estádios, se é alguém que é assíduo freqüentador de bares, os amigos desse relacionamento é também de bares, é muito natural as pessoas se afinizarem por gostos e hábitos idênticos.
O mesmo se dá em relação ás nossas companhias espirituais, que, via de regra, se dão por identidade fluídica, onde a nossa sintonia é fator determinante para atrair os desencarnados. Os nossos pensamentos são os espelhos do nosso estado evolutivo, somos nós que escolhemos as nossas companhias espirituais e as acomodamos em nossas "casas mentais", de onde se recusam sair em função do nosso procedimento.
Muitos hábitos, considerados por nós como incapazes de prejudicar alguém, têm por principal prejudicado nós próprios. As tragadas inocentes em cigarros, nas festinhas promovidas por adolescentes, é o primeiro passo para incorporação de um vício ao cotidiano destes. Da simples tragada inicial, passa-se ao primeiro cigarro, depois vem o primeiro maço, e pronto! o vício incorporou-se sutilmente, porém eficazmente.
Se entre os encarnados existe uma reciprocidade fluídica, demonstrada através de hábitos afins, como é o caso dos fumantes, que, ao verem outro fumante acender um cigarro, têm estes, como primeira reação, acender um também por analogia a primeira reação de um desencarnado que está na mesma sintonia é a de fumar também, para isso aproxima-se do fumante, para aspirar os vapores da nicotina, sugerindo-o de forma sutil a uma simbiose de difícil aparte. Não precisa dizer que este mesmo processo se repete de forma análoga com outros tipos de drogas.
Na atualidade, no entanto, os reflexos nocivos do uso abusivo de drogas alcançaram vários setores da sociedade, onerando as finanças públicas, desestruturando famílias, causando sofrimento e morte.
Ante as repetidas notícias, através da mídia, destacando a insensibilidade dos traficantes e o sofrimento dos escravos do vício, os demais cidadãos angustiados questionam: Até quando?...
Todo sofrimento tem um termo, mas somente acontecerá quando forem eliminadas as suas causas. Existem traficantes porque existem pessoas imaturas que, acovardadas ante os desafios da vida ou movidas por curiosidade, iniciam-se no uso de substâncias de efeito tóxico e delas tornam-se escravas. Não acreditam nas possibilidades que lhe são inerentes e que seriam suficientes para torná-las vencedoras.
Quanto à legalidade, existem as drogas lícitas e as ilícitas. Entre as consideradas legais ou licitas, nós poderíamos incluir o cigarro e as bebidas alcoólicas.
O cigarro, que há tempo faz parte do dia-a-dia de uma considerável parcela da população, gera dependência, causando a médio e longo prazo, problemas cardiovasculares e vários tipos de cânceres. Os alcoólicos, que conquistam cada vez mais consumidores jovens, têm sido uma das causa principais da violência urbana e dos acidentes de trânsito. O alcoolismo, hoje considerado um problema de saúde, é responsável por uma grande parcela de ocupação dos leitos hospitalares, faltas no ambiente de trabalho, desestrutura familiar, cirrose hepática, câncer e perda da memória.
Lembramos de um dos melhores professores de matemática que tivemos no curso ginasial (primeiro grau). Destacava-se, na época, pela sua rapidez de raciocínio e competência profissional. Era consumidor de alcoólicos; perdeu o controle e tornou-se alcoólatra. Anos depois o encontramos; ele nos apresentou um problema de matemática de nível ginasial para que resolvêssemos, pois não conseguira resolver. Ao lermos o problema constatamos ser um dos mais elementares. O álcool havia prejudicado sua memória, incapacitando-o para o exercício profissional. Mas não ficou restrito à memória os danos causados pelo álcool; alguns anos depois, com pouco mais de 40 anos, retornava ao plano espiritual, vítima de cirrose hepática.
Após essa exposição superficial, a respeito das drogas lícitas, não podemos deixar passar a oportunidade de tecermos também algumas considerações sobre as drogas alucinógenas ou ilícitas. Estas têm conseqüências mais devastadoras, não apenas pelo seu efeito nocivo na saúde do consumidor, mas também, pela ganância dos traficantes, em luta pelo domínio de áreas de venda.
O mundo tem passado por uma vertiginosa transformação, exigindo de todos, adequações psicológicas e espirituais. Mas é justamente o que não tem acontecido; alguns espíritos imaturos, na sua maioria oriundos de lares desestruturados, sentem-se como peixe fora da água; buscam através das drogas amortecer as angústias que os atormentam. Fogem momentaneamente da realidade, por força do efeito alucinógeno; porém, quando cessa esse efeito, sentem-se mais angustiados, necessitando de repetidas doses que os conduzem inexoravelmente à dependência e à autodestruição; destruição física, destruição moral, destruição de sonhos e da dignidade, porque o usuário torna-se escravo do vício.
Os efeitos das drogas não se restringem apenas ao corpo físico; a sua ação vigorosa, complementada por astúcia de espíritos perversos, desagrega a personalidade, liberando dos arquivos do subconsciente imagens de dramas vividos em encarnações anteriores. Atingido esse estágio, que na maioria das vezes torna-se irreversível, vem, a seguir, a loucura ou a morte.
Ante o exposto, que representa o drama vivido pelo dependente de drogas enquanto encarnado, é oportuno lembrarmos, que ele não termina com a morte. As desarmonias causadas na tessitura perispiritual e a dependência (necessidade da droga) lhe causarão muitos transtornos, até que se reabilite com as leis da vida, o que se dará através de outras oportunidades reencarnatórias.
Portanto não encontramos motivos para interpretar que o uso de drogas proporcione prazer, quando na realidade é fonte de sofrimento e destruição.
Obra consultada: As drogas e suas conseqüências – Editora Espírita Cristã Fonte Viva. Autores: Celso Martins, José Alberto Pastana, Luiz Carlos Formiga, Oswaldo Moraes de Andrade, Roberto Silveira.
Ogum
Beira Mar, o escudo fiel das tormentas e dos bravos navegantes, este Orixá é o
lado masculino da calunga grande, o lado da força nas demandas, cumpridor fiel
da balança da justiça terrena, controla os ventos nas praias soprados por Iansã
e Yemanjá, dosando cada onda quando chega a praia, os búzios deixados em seu
reino (reino este que vem da sétima onda até a areia do mar), são os adereços
deixados por ele, recebe-os de Yemanjá e deposita-os nas areias das praias,
presenteando a todos filhos de fé, por isso peça permissão a Ogum Beira Mar
para retira-los. Foi Ogum quem ensinou aos homens o trabalho com ferro e aço. Seus
instrumentos, além da espada são: alavanca, machado, pá, enxada, faca, etc. Com
os quais ajudou os homens a dominar à natureza e a transformá-la. No sincretismo Ogum é associado a São Jorge, 23 de Abril. Como está sempre ligado ao poder e a força, este Orixá não gosta de Ter suas
ordens desobedecidas. Quando não é atendido fica irado e perde a razão e
castiga àqueles que o desobedeceram, arrependendo-se depois. A cor de Ogum é o vermelho na Umbanda e Azul no Candomblé, mas pode ser
associado ao verde. Sua bebida é a cerveja branca, seu dia da semana é a
terça-feira. Este Orixá foi casado com Iansã, a Orixá dos ventos, que fugiu com Xangô.
Também foi casado com Oxum, a Orixá da água doce, que abandonou Ogum para se
casar com Oxossi, o Orixá das matas. Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em
locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exu, o rei das encruzilhadas
e dos cemitérios (calunga pequena).
História de Ogum Beira Mar
Conta uma lenda que ao chegar a uma aldeia Ogum Beira Mar ficou
furioso. Ele falava com as pessoas, mas ninguém o respondia. Isto aconteceu
sucessivas vezes, e sempre que se dirigia a um morador da aldeia só tinha
silêncio. Ele achou que as pessoas da aldeia estavam zombando dele e num ato de
fúria usou seu poder e matou a todos que ele pensava estarem o humilhando. Um dia ao passar por outra aldeia ele contou a um ancião o ocorrido e este
lhe disse que na aldeia por onde Ogum passara as pessoas, naquela época do ano,
faziam um voto de silêncio por alguns dias. Ao saber disso ele ficou enfurecido consigo e envergonhado, foi em direção
ao mar, parou e fitou seus olhos na sétima onda, e ali jurou proteger os mais
fracos e todos aqueles que estivessem sofrendo injustiças, discriminações e
qualquer tipo de perseguição injusta, após o juramento o mar começou a jogar
conchas nas areias das praias.
Os filhos de Ogum Beira Mar
São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição.
Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são
francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias. Arrependem-se quando
vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que
sejam coerentes e precisas. As pessoas de Ogum são práticas e inquiétas, nunca "falam por
trás" de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os
mais fracos.
Salve
meu PAI OGUM, Salve Beira-Mar !!!
Lá no Humaitá Aonde Ogum guerreou Lá em alto Mar Aonde Iemanjá lhe coro-ou O Beira-Mar auê, Beira-Mar O Beira-Mar auê, Beira-Mar (Viva Ogum Beira-Mar) O Beira-Mar auê, Beira-Mar O Beira-Mar auê, Beira-Mar Ogum já jurou bandeira Nos campos do Humaíta Ogum já foi a guerra Vamos todos saravá O Beira-Mar auê, Beira-Mar O Beira-Mar auê, Beira-Mar (Viva Ogum Beira-Mar) O Beira-Mar auê, Beira-Mar O Beira-Mar auê, Beira-Mar
Em 12-09-2010 aqui no blog, postei sobre a diferença entre alma e espírito e ao longo de todo esse tempo várias pessoas me questionaram sobre se os "Animais" tem alma, ora se formos nos reportar ao livro dos espíritos encontraremos as respostas para esse questionamento, transcrevo aqui algumas das respostas dos espíritos aos questionamentos de Kardec e o que ele comentava a respeito...
592. Se comparamos o homem e os animais em relação à inteligência,parece difícil estabelecer a linha de demarcação, porque certos animais têm, nesse terreno, notória superioridade sobre certos homens. Essa linha dedemarcação pode ser estabelecida de maneira precisa?
— Sobre esses assuntos os vossos filósofos não estão muito de acordo.Uns querem que o homem seja um animal, e outros que o animal seja umhomem. Estão todos errados. O homem é um ser à parte, que desce, às vezes,muito baixo ou que pode elevar-se muito alto. No físico, o homem é como os animais e menos bem provido que muitos dentre eles; a Natureza lhes deu tudo aquilo que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência para prover às suas necessidades e à sua conservação. Seu corpo se destrói comoo dos animais, isto é certo, mas o seu Espírito tem um destino que só ele podecompreender, porque só ele é completamente livre. Pobres homens, que vos rebaixais mais do que os brutos! Não sabeis distinguir-vos deles? Reconheceio homem pelo pensamento de Deus.
593. Podemos dizer que os animais só agem por instinto?
—Ainda nisso há um sistema. É bem verdade que o instinto domina na maioria dos animais; mas não vês que há os que agem por uma vontade determinada? E que têm inteligência, mas ela é limitada.
Comentário de Kardec: Além do instinto, não se poderia negar a certos animais a prática de atos combinados que denotam a vontade de agir num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. Há neles, portanto, uma espécie de inteligência mas cujo exercício é mais precisamente concentrado sobre os meios de satisfazer às suas necessidades físicas e proverá sua conservação. Não há entre eles nenhuma criação nenhum melhoramento; qualquer que seja a arte que admiramos em seus trabalhos, aquilo que faziam antigamente é o mesmo que fazem hoje, nem melhor nem pior segundo formas e proposições constantes e invariáveis. Os filhotes separados de sua espécie não deixam de construir o seu ninho de acordo com o mesmo modelo semterem sido ensinados. Se alguns são suscetíveis de uma certa educação, esse desenvolvimento intelectual, sempre fechado em estreitos limites, é devido à ação do homem sobre uma natureza flexível, pois não fazem nenhum progresso por si mesmos, e esse progresso é efêmero, puramente individual, porque o animal, abandonado a si próprio,não tarda a voltar aoslimites traçados pelaNatureza.
594. Os animais têm linguagem?
— Se pensais numa linguagem formada de palavras e de sílabas, não;mas num meio de se comunicarem entre si, então, sim. Eles se dizem muitomais coisas do que supondes, mas a sua linguagem é limitada, como aspróprias idéias, às suas necessidades.
594 – a) Há animais que não possuem voz; esses não parecem destituídos de linguagem?
— Compreendem-se por outros meios. Vós, homens, não tendes maisdo que a palavra para vos comunicardes? E dos mudos, que dizeis? Osanimais, sendo dotados da vida de relação, têm meios de se prevenir e deexprimir as sensações que experimentam. Pensas que os peixes não seentendem? O homem não tem o privilégio da linguagem, mas a dos animaisé instintiva e limitada pelo círculo exclusivo das suas necessidades e das suasidéias, enquanto a do homem é perfectível e se presta a todas as concepçõesda sua inteligência.
Comentário de Kardec:Realmente, os peixes que emigram em massa, bem como as andorinhas, que obedecem ao guia, devem ter meios de se advertir de se entender e de se combinar. Talvez o façam entre si, ou talvez a água seja um veículo que lhes transmita certas vibrações. Seja o que for, é incontestável que eles dispõem de meios para se entenderem, da mesma maneira que todos os animais privados de voz e que realizam trabalhos em comum. Deve-se admirar, diante disso, que os Espíritos possam comunicar-se entre eles sem o recurso da palavra articulada? (Ver item 282.)
595. Os animais têm livre-arbítrio?
—Não são simples máquinas, como supondes mas sua liberdade de ação é limitada pelas suas necessidades, e não pode ser comparada à do homem. Sendo muito inferiores a este, não têm os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos atos da vida material.
596. De onde vem a aptidão de certos animais para imitar a linguagem do homem, e por que essa aptidão se encontra mais entre as aves do que entreos símios, por exemplo, cuja conformação tem mais analogia com a humana?
— Conformação particular dos órgãos vocais, secundada pelo instinto da imitação. O símio imita os gestos; certos pássaros imitam a voz.
597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?
— Sim, e que sobrevive ao corpo.
597 – a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?
— É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.
598. A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?
— Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.
599. A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar-se?
— Não; ela não tem o livre-arbítrio.
600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante como a do homem após a morte?
— Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo.
Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente; não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas.
601. Os animais seguem uma lei progressiva como os homens?
— Sim, e é por isso que nos mundos superiores onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios de comunicação mais desenvolvidos. São, porém, sempre inferiores e submetidos aos homens, sendo, para estes, servidores inteligentes.
Nada há nisso de extraordinário. Suponhamos os nossos animais de maior inteligência, como o cão, o elefante, o cavalo, dotados de uma conformação apropriada aos trabalhos manuais. O que não poderiam fazer sob a direção do homem?
602. Os animais progridem, como o homem, por sua própria vontade, ou pela força das coisas?
— Pela força das coisas; e é por isso que, para eles, não existe expiação.
603. Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?
— Não. O homem é um deus para eles, como antigamente os Espíritosforam deuses para os homens.
604. Os animais, mesmo aperfeiçoados nos mundos superiores, sendo sempre interiores aos homens, disso resultaria que Deus tivesse criado seres intelectuais perpetuamente votados à inferioridade, o que parece em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que se assinalam em todas as suas obras?
— Tudo se encadeia na Natureza por liames que não podeis aindaperceber, e as coisas aparentemente mais disparatadas têm pontos de contatoque o homem jamais chegará a compreender no seu estado atual. Pode entrevê-los por um esforço de sua inteligência, mas somente quando essa inteligênciativer atingido todo o seu desenvolvimento e se libertado dos prejuízos doorgulho e da ignorância poderá ver claramente na obra de Deus. Até lá suasidéias limitadas lhe faraó ver as coisas de um ponto de vista mesquinho.Sabei que Deus não pode contradizer-se e que tudo, na Natureza, se harmonizaatravés de leis gerais que jamais se afastam da sublime sabedoria do Criador.
604 – a) A inteligência é, assim, uma propriedade comum, um ponto de encontro entre a alma dos animais e a do homem?
— Sim, mas os animais não têm senão a inteligência da vida material;nos homens, a inteligência produz a vida moral.
605. Se considerarmos todos os pontos de contato existentes entre o homem e os animais, não poderíamos pensar que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se ele não tivesse esta última, poderia viver só como os animais? Dizendo de outra maneira: o animal é um ser semelhante ao homem, menos a alma espírita? Disso resultaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma ou outra dessas duas almas?
— Não, o homem não tem duas almas, mas o corpo tem os seus instintos,que resultam da sensação dos órgãos. Não há no homem senão uma dupla natureza: a natureza animal e a espiritual. Pelo seu corpo, ele participa da natureza dos animais e dos seus instintos; pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.
605 – a) Assim, alem das suas próprias imperfeições, de que o Espíritodeve despojar-se, deve ele lutar contra a influência da matéria?
— Sim, quanto mais inferior é ele, mais apertados são os laços entre o Espírito e a matéria. Não o vedes? Não, o homem não tem. duas almas; aalma é sempre única, um ser único. A alma do animal e a do homem sãodistintas entre si, de tal maneira que a de um não pode animar o corpo criadopara o outro. Mas se o homem não possui uma alma animal, que por suaspaixões o coloque no nível dos animais, tem o seu corpo que o rebaixafreqüentemente a esse nível, porque o seu corpo é um ser dotado de vitalidade,que tem instintos, mas ininteligentes e limitados ao interesse de suaconservação
Comentário de Kardec: O Espírito, encarnando-se no corpo do homem, transmite-lhe o principio intelectual e moral que o torna superior aos animais. As duas naturezas existentes no homem oferecem ás suas paixões duas fontes diversas: umas provêm dos instintos da natureza, outras das impurezas do Espírito encarnado, que simpatiza em maior ou menor proporção com a grosseria dos apetites animais. O Espírito, ao se purificar, liberta-se pouco a pouco da influência da matéria. Sob essa influência, ele se aproxima dos brutos; liberto dessa influência, eleva-se ao seu verdadeiro destino.
606. De onde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma de que são dotados?
— Do elemento inteligente universal.
606 – a) A inteligência do homem e a dos animais emanam, portanto, de um princípio único?
— Sem nenhuma dúvida; mas no homem ela passou por uma elaboração que a eleva sobre a dos brutos.
607. Ficou dito que a alma do homem, em sua origem, assemelha-se ao estado de infância da vida corpórea, que a sua inteligência apenas desponta e que ela ensaia para a vida. (Ver item 190.) Onde cumpre o Espírito essa primeira fase?
— Numa série de existências que precedem o período que chamais de Humanidade.
607. A) Parece, assim, que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação?
— Não dissemos que tudo se encadeia na Natureza e tende à unidade?
É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida,como dissemos. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o de germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre umatransformação e se torna Espírito. É então que começa para ele o período dehumanidade, e com este a consciência do seu futuro, a distinção do berne domal e a responsabilidade dos seus atos. Corno depois do período da infânciavem o da adolescência, depois a juventude, e por fim a idade madura. Nadahá de resto, nessa origem, que deva humilhar o homem. Os grandes gêniossentem-se humilhados por terem sido fetos informes no ventre materno? Sealguma coisa deve humilhá-los é a sua inferioridade perante Deus e suaimpotência para sondar a profundeza de seus desígnios e a sabedoria dasleis que regulam a harmonia do Universo. Reconhecei a grandeza de Deusnessa admirável harmonia que faz a solidariedade de todas as coisas naNatureza. Crer que Deus pudesse ter feitoqualquer coisa sem objetivo e criarseres inteligentes sem futuro seria blasfemar contra a sua bondade, que seestende sobre todas as suas criaturas.
607 – b) Esse período de humanidade começa sobre a nossa Terra?
- A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana.O período de humanidade começa, em geral, nos mundos ainda maisinferiores. Essa, entretanto, não é uma regra absoluta e poderia acontecerque um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra.Esse caso não é freqüente e seria antes uma exceção.
608.0 Espírito do homem, após a morte, tem consciência das existências que precederam, para ele, o período de humanidade?
- Não, porque não é senão desse período que começa para ele a vidade Espírito, e é mesmo difícil que se lembre de suas primeiras existênciascomo homem, exatamente como o homem não se lembra mais dos primeirostempos de sua infância, e ainda menos do tempo que passou no ventre materno.Eis porque os Espíritos vos dizem que não sabem como começaram. (Ver item 78.)
609. O Espírito, tendo entrado no período da humanidade, conserva os traços do que havia sido precedentemente, ou seja, do estado em que se encontrava no período que se poderia chamar anti-humano?
- Isso depende da distância que separa os dois períodos e do progresso realizado. Durante algumas gerações, ele pode conservar um reflexo mais oumenos pronunciado do estado primitivo, porque nada na Natureza se faz por transição brusca; há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia doseres e dos acontecimentos. Mas esses traços desaparecem com o desenvolvimento do livre-arbítrio. Os primeiros progressos se realçam lentamente, porque não são ainda secundados pela vontade, mas seguemuma progressão mais rápida à medida que o Espírito adquire consciênciamais perfeita de si mesmo.
610. Os Espíritos que disseram que o homem é um ser à parte na ordem da criação enganaram-se, então?
-Não, mas a questão não havia sido desenvolvida e há coisas que não podem vir senão a seu tempo. O homem é, de fato, um ser à parte porque temfaculdades que o distinguem de todos os outros e tem outro destino A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que o podemconhecer.
Bom sendo assim meus irmãos aproveitem e leiam o post do dia 19-06-2011 onde pergunto: necessitamos nos nutrir de carne?
Bem meus irmãos espero que tenham gostado e que essa breve explicação possa aguçar em vocês a necessidade de ler , pesquisar e aprender sempre mais.