"A mediunidade não é fuga; ela é uma âncora.
Em muitos momentos da vida, somos tentados a acreditar que o caminho espiritual nos afastará das dores, dos conflitos e das responsabilidades. Mas a verdadeira mediunidade não nos convida a escapar da realidade. Ela nos ensina a permanecer firmes diante dela.
A âncora não impede que o mar tenha ondas. Ela apenas impede que o barco seja levado pela correnteza. Assim também é a mediunidade: ela não elimina as dificuldades, mas nos oferece recursos para atravessá-las com equilíbrio, discernimento e fé.
Desenvolver a mediunidade é aprender a servir, a amar, a ouvir e a transformar a si mesmo antes de querer transformar o mundo. É compreender que o crescimento espiritual acontece, muitas vezes, justamente nas lutas do cotidiano.
Quando a tempestade chega, não é hora de abandonar o barco. É hora de lançar a âncora da confiança em Deus, da oração, do estudo e da caridade.
A mediunidade não nos retira da vida. Ela nos ajuda a vivê-la com mais consciência, mais responsabilidade e mais amor."
Essa mensagem dialoga com uma ideia presente em muitas tradições espiritualistas: a mediunidade não substitui o esforço pessoal nem elimina os desafios da existência; ela pode se tornar um recurso para enfrentá-los com mais lucidez e compromisso com o bem.
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