"Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões". ...Leon Denis

"O espiritismo é toda uma ciência, é toda uma filosofia.Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição,submeter-se a um estudo sério e persuadir-se que mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando" Allan Kardec

"Se a religião recusa caminhar com a ciência, a ciência avança sozinha."... (Allan Kardec)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mundos Inferiores e Superiores.






 Classificação de mundos inferiores e mundos superiores é antes relativa do que absoluta, pois um mundo é inferior ou superior em relação aos que se acham abaixo ou acima dele, na escala progressiva.
                Tomando a Terra como ponto de comparação, pode fazer-se uma idéia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes no grau evolutivo dos povos selvagens e das nações bárbaras que ainda se encontram em nosso planeta, como restos do seu estado primitivo. Nos mundos mais atrasados, os homens são de certo modo rudimentares. Possuem a forma humana, mas sem nenhuma beleza; seus instintos são temperados por nenhum sentimento de delicadeza ou benevolência, nem pelas noções do justo e do injusto; a força bruta é sua única lei. Sem indústrias, sem invenções, dedicam sua vida à conquista de alimentos. Não obstante, Deus não abandona nenhuma de suas criaturas. No fundo tenebroso dessas inteligências encontra-se, latente, a vaga intuição de um Ser Supremo, mais ou menos desenvolvida. Esse instinto é suficiente para que uns se tornem superiores aos outros, preparando-se para a eclosão de uma vida mais plena. Porque eles não são criaturas degradadas, mas crianças que crescem.
                Entre esses graus inferiores e mais elevados, há inumeráveis degraus, e entre os Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, é difícil reconhecer os que animaram os seres primitivos, da mesma maneira que, no homem adulto, é difícil reconhecer o antigo embrião.
 Nos mundos que atingiram um grau superior de evolução, as condições da vida moral e material são muito diferentes das que encontramos na Terra. A forma dos corpos é sempre, como por toda parte, a humana, mas embelezada, aperfeiçoada, e sobretudo purificada. O corpo nada tem da materialidade terrena, e não está, por isso mesmo sujeito às necessidades, às doenças e às deteriorações decorrentes do predomínio da matéria. Os sentidos, mais sutis, têm percepções que a grosseria dos nossos órgãos sufoca. A leveza específica dos corpos torna a locomoção rápida e fácil. Em vez de se arrastarem penosamente sobre o solo, eles deslizam, por assim dizer, pela superfície ou pelo ar, pelo esforço apenas da vontade, à maneira das representações de anjos ou dos manes dos antigos nos Campos Elíseos. Os homens conservam à vontade os traços de suas existências passadas, e aparecem aos amigos em suas formas conhecidas, mas iluminadas por uma luz divina transfiguradas pelas impressões interiores, que são sempre elevadas. Em vez de rostos pálidos, arruinados pelos sofrimentos e as paixões, a inteligência e a vida esplendem, com esse brilho que os pintores traduziram pela auréola dos santos.
                A pouca resistência que a matéria oferece aos Espíritos já bastante adiantados, facilita o desenvolvimento dos corpos e abrevia ou quase anula o período de infância. A vida, isenta de cuidados e angústias, é proporcionalmente muito mais longa que a da Terra. Em princípio, a longevidade é proporcional ao grau de adiantamento dos mundos. A morte não tem nenhum dos horrores da decomposição, e longe de ser motivo de pavor, é considerada como uma transformação feliz, pois não existem dúvidas quanto ao futuro. Durante a vida, não estando à alma encerrada numa matéria compacta, irradia e goza de uma lucidez que a deixa num estado quase permanente de emancipação, permitindo a livre transmissão do pensamento.
 Nos mundos felizes, a relação de povo para povo, sempre amigáveis, jamais são perturbadas pelas ambições de dominação e pelas guerras que lhes são conseqüentes. Não existem senhores nem escravos, nem privilegiados de nascimentos. Só a superioridade moral e intelectual determina as diferentes condições e confere a supremacia. A autoridade é sempre respeitada, porque decorre unicamente do mérito e se exerce sempre com justiça. O homem não procura elevar-se sobre o seu semelhante, mas sobre si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é atingir a classe dos Espíritos puros, e esse desejo incessante não constitui um tormento, mas uma nobre ambição, que o faz estudar com ardor para os igualar. Todos os sentimentos ternos e elevados da natureza humana apresentam-se engrandecidos e purificados. Os ódios, as mesquinharias dos ciúmes, as baixas cobiças da inveja, são ali desconhecidos. Um sentimento de amor e fraternidade une a todos os homens e os mais fortes ajudam os mais fracos. Suas posses são correspondentes às possibilidades de aquisição de suas inteligências, mas ninguém sofre a falta do necessário, porque ninguém ali se encontra em expiação. Em uma palavra, o mal não existe.
                 No vosso mundo, tendes necessidade do mal para sentir o bem, da noite para admirar a luz, da doença para apreciar a saúde. Lá, esses contrastes não são necessários. A eterna luz, a eterna bondade, a paz eterna da alma, proporcionam uma alegria eterna, que nem as angústias da vida material, nem os contatos dos maus, que ali não tem acesso, poderiam perturbar. Eis o que o Espírito humano só dificilmente compreende. Ele foi engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas jamais pôde representar as alegrias do céu. E isso por que? Porque, sendo inferior, só tem experimentado penas e misérias, e não pode entrever as claridades celestes. Ele não pode falar daquilo que não conhece. Mas, à medida que se eleva e se purifica, o seu horizonte se alarga e ele compreende o bem que está à sua frente, como compreendeu o mal que deixou para trás.
 Esses mundos afortunados, entretanto, não são mundos privilegiados. Porque Deus não usa de parcialidade para nenhum, de seus filhos. A todos os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarem até lá. Fez que todos partissem do mesmo ponto, e não dota a uns mais do que os outros. Os primeiros lugares são acessíveis a todos: cabe-lhes conquistá-los pelo trabalho, atingi-los o mais cedo possível, ou abandonar-se durante séculos e séculos no meio da escória humana.

(Resumo do ensinamento de todos os Espíritos Superiores)


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Desencarnei...e agora ?





“Muitas vezes já desencarnei. E, em todas indagava-me, ao ter consciência de que mudara de plano: O que será de mim? Tive medo, na maioria das minhas desencarnações, ao me defrontar com essa situação. E a resposta somente foi tranquila, quando tive boas ações me acompanhando. Morri! Desencarnei! Como definir essa passagem? É uma viagem que fazemos? Para onde iremos? Como ficaremos? Como será nossa vida no além? Quem irá conosco? Tantas perguntas! E como receamos as respostas… Viagem? Talvez seja melhor dizer “mudança”. E são muitos os locais onde poderemos ir. A espiritualidade é enorme. Há lugares lindos, e outros nem tanto. E somente nossas obras nos acompanham. Os prudentes levam consigo as boas ações que lhes dão, de imediato, agradáveis frutos, o merecimento de ser acolhido em planos elevados onde há amigos que os orientam e auxiliam. Infelizmente as más obras são pesadas e prendem quem as coleciona em lugares não tão agradáveis e seus frutos são amargos. Também fazer essa mudança sem obras é como estar oco, vazio e infeliz. Continuamos no Além como somos, com os mesmos conhecimentos, costumes, odiando ou amando aos outros.
E a maioria das pessoas ao ter o corpo físico morto, indaga: E agora? E acontecimentos vêm à mente. A mudança está feita! Será uma passagem feliz para aqueles que viveram encarnados fazendo jus ao merecimento de ser socorrido e permanecer entre amigos bondosos. Terão surpresas desagradáveis os que agiram sem piedade e sem seguir os ensinamentos de Jesus, que recomendou que fizéssemos ao próximo o que gostaríamos que fosse feito a nós".


O escrito acima é a introdução feita pelo espírito Antônio Carlos, do livro “Morri! E agora?”, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck.



Eu trago aqui para vocês um exemplo claro de resgate ,se a origem dessa mensagem é duvidosa ou verdadeira não nos caberá julgá-la, contudo ela nos trás uma grande realidade inserida nos mecanismos contidos na Lei de Causa e Efeito.

Vejam como essa Lei que a Doutrina Espírita nos ensina é justa e nos possibilita reparar nossos erros do passado.Essa mensagem não diminuirá a dor da "perda" de um filho, mas por certo fará com que seus pais entendam um pouco melhor a que estamos sujeitos quando submetidos à Lei de Causa e Efeito.  





"A MENSAGEM"

"Nasci na Gália no ano 22 AC e desencarnei na Líbia no ano 20 da era cristã. Fui oficial da legião dos leões que estava na Líbia, Núbia.

Como governador de Al Katrim, me comprazia atrelar na minha biga, puxada por dois cavalos velozes, crianças, homens, mulheres, novos e velhos, que eram puxados através da estrada seca e pedregosa daquela região da África.

Os corpos se despedaçavam e eu era exaltado pelos meus pares... Morri em combate com tropas egipcias e me deparei em uma região de trevas profundas, talvez uma caverna. Muitos gritos e rostos aterradores me esperavam.

Fui levado a um estado de total animalidade por mil e quinhentos anos, quando servos de Maria me resgataram.

Sendo levado a outro plano, fui aos poucos tendo meu espírito reajustado, minha mente normalizada e meus pensamentos corrigidos. E compreendi os horrores que cometi. Que tristeza Deus!

Por trezentos anos permaneci em preparo para reencarnação e pedia a graça de receber para desencarne o mesmo destino dado por mim aos outros.

No ano do Senhor de 2001, após busca incessante por quem me recebesse como filho, um casal tiranizado por mim aceitou. Reencarnei.

Agora em comoção generalizada, como irmão Joãozinho, desencarnei e agradeço ao Pai ter me atendido, dando destino igual ao que dei as minhas vítimas.

Estou em paz, estou na luz. Resgatei um pouco do meu passado, outros momentos virão. Confio em Deus!

TITUS AELIUS

Mensagem psicografada de João Hélio no Centro Espírita Léon Denis-RJ, que êle frequentava com os pais.

                          "Lembremos sempre, que nada é por acaso"

Sendo assim amigos quando desencarnamos para os Planos Espirituais,essa desencarnação, tão temida na Terra é simplesmente, a transferência de plano, mudança de habitação.
A chegada ao término de uma existência, condiciona a volta aos planos espirituais, para a averiguação do aproveitamento no labor no estudo, nas provas e nas experimentações.
Cabe a nós espiritualistas o comportamento exemplar junto aqueles que deixam o corpo, levando-lhes a prece sincera, a gratidão de companheiros e o silêncio caridoso sob quaisquer circunstâncias.
Ao espírita, cabe informar, sistematicamente, sobre a misericórdia de Deus com relação aos seus filhos, que não os condena, mas ampara, consola, redime e reajusta sempre que preciso.
Portanto tenhamos a certeza de que a morte é para o corpo físico o espírito é eterno.

Fiquem em PAZ !!









sexta-feira, 13 de julho de 2012

Os excessos cometidos na Umbanda



Por Pai Antônio das Almas, mensagem canalizada por Gero Maita
Pergunta: O pai poderia nos falar a respeito dos excessos cometidos dentro de certos terreiros em nome da Umbanda?

Pai Antônio: “Muito bem colocado meu filho quando diz "em nome da Umbanda", mas vale lembrar que "não é Umbanda".
O pai começa essa conversa filho, deixando claro que não desejo com minhas palavras criar um código de conduta dentro da Umbanda, muitos já tentaram e ainda não conseguiram, pois a transformação vem através da conscientização e isso agrada e soa menos invasivo para o pai.
Encontramos hoje muitos terreiros alimentando mais vaidade do que fundamentos ligados a Umbanda e a prática mediúnica. Médiuns que mais se preocupam com o nome de seu guia, ou seja, "Caboclo x, baiano y, Exu tal", pois o nome já cria uma fama. Médiuns que alimentam a vaidade do "o meu guia é melhor do que o seu" ou ainda "enxergam tudo, desdobram com imensa facilidade, escrevem com maestria", porém não são capazes de sustentar estas façanhas quando se encontram longe dos holofotes da "idolatria" dos que lhes seguem, mais manipulados do que fascinados.
Encontramos ainda estes mesmos médiuns desviando-se em suas "horas vagas", como se isso ocorresse dentro da seara da caridade nos caminhos tortuosos da luxúria que corrompe o ser, dos vícios tantos materiais como morais e, infelizmente, na inércia e na preguiça, fazendo valer o "faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço".
Geralmente filho, encontramos estes mesmos médiuns vítimas de obsessões complexas, tendo a proximidade de espíritos infelizes que alimentam sua falência estimulando suas práticas antidoutrinárias, como muitos assim as chamam.
Mediunidade antes de mais nada, é compromisso com a caridade e esta caridade deve começar com a sua própria mudança, mas, nem todos pensam e agem desta maneira filho e, quem acaba pagando por estes anátemas infantis é a lei de Umbanda que acaba sendo generalizada por quem não conhece os seus fundamentos sagrados.
E por falar em fundamentos, temos os dirigentes ditos Umbandistas. Abrem suas casas com a fachada da caridade, mas na realidade "caridade manipulada e cobrada"
Encontramos vergonhosamente filho casas "vendendo" os sagrados Orixás na essência pura de Deus, colocando e relacionando os mesmos a custas de humanização sem nenhum fundamento doutrinário. Oferecem trabalhinhos para isso, para aquilo, achando que Umbanda é um mercado, onde procurando um determinado item, você encontra a sessão correspondente ao mesmo.
Comercializam a ilusão das amarrações, demandas, vinganças, mentiras, manipulam vidas ostentando o nome da Umbanda, desrespeitando o propósito dos Caboclo das 7 Encruzilhadas. Se envolvem com filhas de sua casa, fomentam a maledicência e acreditam que depois de tudo isso, pregando a figura do Já é hora de acabarmos com o derramamento de sangue dentro dos terreiros achando que com esta prática se resolve este ou aquele problema.
Umbanda é simples de se praticar, nada mais, nada menos, do que manifestar o espírito para a caridade. E caridade sempre vem acompanhada de bom senso. E bom senso se adquire com estudo, com doutrina e, acima de tudo, com fé raciocinada.
Dirigentes não são donos da vida de ninguém meus filhos, são somente seres que mais endividados, recebem a tarefa de conduzir vidas que em época pretérita tenham desviado.

Mediunidade não é "bicho de sete cabeças", pois todos somos médiuns, mas tarefa que deve ser pautada na lei de amor ensinada pelo Cristo e não pela vaidade, pelo egoísmo ou pela sensação de poder.
"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá." - Salmos 1:1-6.
Estudem meus filhos, estudem! A Umbanda é linda, mas precisa de mentes renovadas e não presas em conceitos ultrapassados...Reflitam !
Com a força e a luz de Ogum! 
- Pai Antônio das Almas
Artigo extraído do Jornal Cruzeiro – edição nº 07- Julho de 2012
Direção Gero Maita.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Maledicência




“Maledicência é o ato de falar mal das pessoas. (…) É mais terrível do que uma agressão física. Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências.”
Richard Simonetti

Falar mal dos outros, prática comumente considerada “inocente”, é atividade altamente perniciosa, pode facilmente transformar-se em hábito e deve ser combatida imediatamente ao constatarmos que ela faz parte de nosso cotidiano.

“Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida se transforme em tóxicos letais.”
André Luiz

Não importa se os outros são nossos conhecidos ou não; se estão longe ou perto; se agiram correta ou incorretamente: simplesmente não devemos alimentar nossas conversações com assuntos que somente dizem respeito à vida alheia. Se não for o caso de prestar algum auxílio, para nada de útil tal conversação servirá e ainda poderá ser fonte de muitos males.

“Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.”
Emmanuel

Ao falarmos mal dos outros, abrimos as nossas mentes para que elas se tornem um campo de futilidade, covardia e maldade, cada vez mais desenvolvidas, atraindo, assim, as companhias espirituais – e encarnadas - pertinentes.

“Lábios envenenados pelo fel da maledicência não conseguem sorrir com verdadeira alegria. [...]
Olhos empoeirados pela indiscrição não vêem as paisagens reconfortantes do mundo. [...]
Mente prisioneira no mal não amealha recursos para reter o bem.
Coração incapaz de sentir a fraternidade pura não se ajusta ao ritmo da esperança e da fé.
Liberte a você de semelhantes flagelos.
Leis indefectíveis de amor e justiça superintendem todos os fenômenos do Universo e suprimam as reações de cada espírito.
Assim, pois, no trabalho da própria renovação, a criatura não pode desprezar nenhuma das suas manifestações pessoais, sem o que dificilmente marchará para a Vanguarda de Luz.”
Emmanuel

Além de desrespeitar o dever primordial da caridade, essa atividade ainda demonstra que nosso tempo está sendo pessimamente empregado: afinal, ter tempo para falar mal dos outros significa ter tempo livre em excesso, que poderia ser empregado em atividades que edificassem o Bem.

“Se nos empenhamos em delitos de maledicência e calúnia, atravessamos [no retorno à pátria espiritual] vastos períodos de surdez ou mudez, precedidas ou seguidas por distonias correlatas.”
Emmanuel

 “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”.

Jesus (Mateus 15: 11)

Não há socorro se, a pretexto de auxílio, se exibem as feridas alheias à indiferença de quem escut
“Espinho cruel a ferir indistintamente é a palavra de quem acusa; cáustico e corrosivo é o verbo na boca de quem relaciona defeitos; veneno perigoso é a expressão condenatória a vibrar nos lábios de quem malsina; lama pútrida, trescalando fétido, é a vibração sonora no aparelho vocal de quem censura; borralho escuro, ocultando a verdade, é a maledicência destrutiva.

A maledicência é cultura de inutilidade em solo apodrecido.

Maldizer significa destruir.

A verdade é como claro sol. A maledicência é nuvem escura. No entanto, é invariável a vitória da luz sobre a treva.

O maledicente é atormentado que se debate nas lavas da própria inferioridade. Tem a visão tomada e tudo vê através das pesadas lentes que carrega.

A palavra malsinante nasce discreta, muitas vezes, para incendiar-se perigosa, logo mais, culminando na calúnia devastadora.

Não há desejo de ajudar quando se censura. Ninguém ajuda condenando.
a.

Quanto possível, extingue esse monstro da paz alheia e da tua serenidade, que tenta dominar-te a vida.

Caridade é bênção sublime a desdobrar-se em silencioso socorro.

Volta as armas da tua oração e vigilância contra a praga da maledicência aparentemente ingênua, mas que destrói toda a região por onde prolifera.

Recusa a taça venenosa que a observação da impiedade coloca à tua frente.

Desculpa o erro dos outros.

É muito mais fácil informar-se erradamente do que atingir-se o fulcro da observação exata.

As aparências não expressam realidades.

A forma oculta o conteúdo. Ninguém pode julgar pelo exterior.

Quando vier a tentação de acusar e apontar defeitos, lembra-te das próprias necessidades e limitações e, fazendo todo o bem possível ao teu alcance, avança na firme resolução de amar, e despertarás, além das sombras da carne por onde segues, num roteiro abençoado onde os corações felizes e livres buscam a Vida Verdadeira.”


Sendo assim meus amigos o Pai sabio que e´ nos deu dois olhos, dois ouvidos e apenas uma boca, portanto vamos olhar mais, ouvir mais e falar menos, lembre-se que sempre que apontas um dedo para um irmão existem 3 desses dedos apontados para ti. 
Fiquem em PAZ !!


terça-feira, 3 de julho de 2012

A Medicina e a FÉ !!




“A Medicina Espiritual considera o ser como um todo, constituído de corpo e alma”.
A Medicina espiritual pode ser entendida como a humanização das ações médicas em todas as fases do atendimento do doente, e se baseia em dois princípios fundamentais: ser exercida com amor, e reconhecer que o ser humano é formado basicamente de corpo e alma.
E tanto o corpo como a alma estão sujeitos a apresentar distúrbios relacionados à saúde, como explica André Luiz, na obra intitulada “No Mundo Maior”, página 112, 4º parágrafo: “Se existem múltiplas enfermidades para as desarmonias do corpo, outras inúmeras há para os desvios da alma”.
Os doentes são almas viventes, passando por dificuldades e pelas dores e sofrimentos orgânicos ou psíquicos que apresentam, esperando encontrar nos profissionais da saúde a atenção que necessitam, o atendimento eficaz, cuja tônica de relacionamento deve ser o amor fraterno.
Considerando os diferentes aspectos da Medicina atual e o estado insatisfatório da saúde dos seres humanos, Emmanuel, no livro de mesmo nome, página 124,1º parágrafo, diz: “A Medicina do futuro terá de ser eminentemente espiritual, posição difícil de ser atualmente alcançada, em razão da febre maldita do ouro; mas os apóstolos dessas realidades grandiosas não tardarão as surgir nos horizontes acadêmicos do mundo.
A Medicina já alcançou um elevado patamar de progresso em todos os campos de suas realizações e deverá progredir ainda mais. Poderá descobrir recursos cada vez mais aprimorados para o diagnóstico e tratamento das doenças, mas não resolverá os problemas da saúde, no sentido lato das patologias orgânicas e espirituais, enquanto os seres humanos não reconhecerem a necessidade de harmonizar-se com as leis da Natureza, aprendendo a amar o próximo como a si mesmos, e reconhecerem a realidade da alma que constitui a raiz de igualdade entre todas criaturas.
O amor não é atributo da alma, mas uma poderosa energia que emana do Criador, se expande por todo o Universo e foi vivenciado por Jesus, que deixou seus ensinamentos gravados no Evangelho.
O poder terapêutico do amor não é segredo nem constitui privilégio de ninguém.
Para melhor avaliar o alcance da Medicina Espiritual, basta penetrar nos novos conceitos que se tem do ser humano, em face ao conhecimento dos atributos da alma, a qual tanto pode causar doenças como promover a saúde. No livro “Conversando com a Doença”, Kreinheder diz, nas páginas 30 e 31: “A alma é minha parte mais verdadeira. A alma em si é onde o humano e o divino se encontram e se tocam.
Embora a Medicina Espiritual possa parecer um retorno ao tempo em que as atividades médicas eram exercidas pelos sacerdotes, ela se apresenta, atualmente, com características diferentes.
Pela contribuição da ciência e da espiritualidade, resplandece um novo campo de atuação na vida humana, e o pensamento realiza um salto quântico para a Medicina do terceiro milênio em que o amor deverá participar em todas as fases das ações médicas. É reconhecida a importância e a eficácia do tratamento tradicional, baseado em medicamentos de valor comprovado, valorizando as clínicas médica e cirúrgica e suas diferentes especialidades.
Mas também há que se reconhecer que não existe ação terapêutica tão esplêndida como quando o pensamento do profissional da saúde alcança o âmago da alma do paciente, despertando-o para o propósito de vencer as dificuldades, acreditando na orientação instituída.
A Medicina Espiritual considera o ser humano como um todo, constituído de corpo e alma.
A ação terapêutica através da palavra deve alcançar o paciente no seu "eu interior”, no seu “eu de dentro”, capaz de realizar a cura integral, de maneira consciente.
Há doentes da alma que muitas vezes apresentam sérios distúrbios psíquicos ou orgânicos persistentes, que se prolongam durante anos e que são apenas atenuados pelos tratamentos tradicionais instituídos.
Apresentam sintomatologia própria ou de males físicos, como dores que se deslocam de um lugar para outro, convulsões epileptiformes, dispnéia, taquicardia, cólicas uterinas, males que se acompanham de depressão e de medos que podem chegar ao desespero e ao pânico.
São, certamente, para os doentes dessa natureza que se aplicam os ensinamentos de Allan Kardek, no livro “O Céu e o Inferno”, página 85: “Esta lei explica o insucesso da Medicina em certos casos. Desde que o temperamento é um efeito e não uma causa, todo esforço para modificá-lo se nulifica ante as disposições morais do Espírito, opondo-lhe uma resistência inconsciente que neutraliza a ação terapêutica. Portanto, é sobre a causa primordial que se deve atuar. Isto prova ainda uma vez a necessidade, para a arte de curar, de levar-se em conta a influência espiritual sobre os organismos.
E, finalizando, ficam as palavras de sir William Osler, que no início do século XX já dizia: “A Medicina Espiritual virá como aquisição natural da nova humanidade, cujo exercício será realizado pelo amor e pela eqüanimidade.

terça-feira, 19 de junho de 2012

O que é inteligência espiritual ?





No iní­cio do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um génio se não soubesse lidar com as emoções.A ciência começa o novo milénio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual.

DrªDanaZohar - Oxford

No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a fí­sica e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polémico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

Aos 57 anos, Dana vive em Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em fí­sica pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:


O que é inteligência espiritual?
É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direcção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à  necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?

Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

Qual a diferença entre QE e QS?

É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.
Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes.

Segundo ela, essas pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
2. São levadas por valores. São idealistas
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
4. São holísticas
5. Celebram a diversidade
6. Têm independência
7. Perguntam sempre "por quê?"
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
9. Têm espontaneidade
10.Têm compaixão


quinta-feira, 31 de maio de 2012

DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO



Desenvolvimento Mediúnico é o ato de fazer crescer, progredir, expor a faculdade que permite aos homens comunicarem-se com os Espíritos.
Se nós falamos somente em desenvolvimento mediúnico e não em “criar” mediunidade ou médiuns, é, certamente porque esta faculdade não se cria numa determinada pessoa que não a possua. A mediunidade é uma faculdade tão natural no homem quanto qualquer outro dos cinco sentidos habituais (visão, audição, olfato, tato e paladar). Tomemos o paladar para exemplo. Ninguém inventa faculdade inata, pronta para ser utilizada, como que programada por milênios e milênios de existências anteriores, documentada na nossa memória espiritual. É preciso, contudo, em cada existência que se reinicia, reaprender a utilizá-lo adequadamente para selecionar alimentos, definir preferências ou recusar substâncias prejudiciais. Assim também é a mediunidade um atributo físico do homem.

Os Espíritos afirmam a Kardec [LM-it 226]:
"A faculdade mediúnica se radica no organismo".
O médium já nasce médium. Cabe-nos portanto, se possuidores da faculdade mediúnica, nos esforçarmos por exercê-la com devotamento e humildade.

Por que desenvolver a mediunidade
De posse destes conceitos, forma-se uma nova dúvida em nossa mente: Por que desenvolver a mediunidade? Presença de mediunidade significa necessidade de trabalho na Seara Espírita? Nós sabemos que na Terra estamos rodeados por Espíritos desencarnados que a todo instante, através do pensamento, nos influenciam e são influenciados por nós. Sendo os médiuns, por características próprias de seu corpo físico, indivíduos mais sensíveis, captam com maior facilidade a influência dos Espíritos, podendo sofrer, às vezes, conseqüências desagradáveis em decorrência de possuir em uma faculdade que não conhecem e não dominam.

Além disso, nós sabemos que da faculdade mediúnica podem dispor se bons e maus Espíritos, podendo no caso dos maus, levarem o médium ao desequilíbrio.

O Espírito da Verdade afirma [LM-cap 31 it 15]:
"...Todos os médiuns são incontestavelmente chamados a servir à causa do Espiritismo, na medida da sua faculdade..."

Em [Nos Domínios da Mediunidade] ouvimos as seguintes afirmativas do Espírito Albério (instrutor de André Luiz):

"Mediunidade, por si só não basta. É necessário sabermos que tipo de onda mental assimilamos, para conhecer a qualidade do nosso trabalho e julgar nossa direção. É perigoso possuir sem saber usar."
Assim, é a mediunidade uma faculdade inerente à própria vida, sendo semelhante ao dom da visão comum, peculiar a todas as criaturas, responsável por tantas glórias e por tantos infortúnios na Terra. Entretanto, ninguém se lembrará de suprimir os olhos, porque milhões de pessoas, em face das circunstâncias imponderáveis da evolução, tenham se servido dos olhos para perseguir e matar nas guerras de terror e destruição. É necessário iluminá-los, orientá-los, esclarecê-los.

Etapas do Desenvolvimento Mediúnico

A mediunidade não requisitará desenvolvimento indiscriminado, mas, antes de tudo, aprimoramento da personalidade mediúnica e nobreza de fins, para que o médium possa tornar-se um filtro leal das Esferas Superiores com vistas à ascensão da Humanidade para o Progresso.
Mas então, como proceder ao desenvolvimento mediúnico? Allan Kardec e vários benfeitores espirituais nos orientam que, no desenvolvimento mediúnico, temos de vencer três etapas: intelectual – material moral.

a) Etapa Intelectual: é representada pela necessidade do estudo.
Kardec afirma:

"...O estudo preliminar da teoria é indispensável, se quisermos evitar inconvenientes inseparáveis da inexperiência." [LM-it 211]

O estudo da faculdade mediúnica e o conhecimento da Doutrina Espírita são bases essenciais e indispensáveis.

b) Etapa Material: é o adestramento, uma forma de treinamento da faculdade mediúnica, uma familiarização com as técnicas envolvidas no processo da mediunidade.
"Na verdade, até hoje, não existe sinal ou diagnóstico infalível para se chegar à conclusão que alguém possua essa faculdade; os sinais físicos nos quais algumas pessoas julgam ver indícios, nada tem de infalíveis. Ela se encontra, nas crianças e nos velhos, entre homens e mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e moral. Não há senão um meio para lhes contatar a existência que é o experimentar." [LM-cap 17 it 200]

Esta experimentação deve ser: perseverante, assídua, séria, em grupo, local adequado, sob orientação experiente, desprovida de concionamentos.

O candidato a médium deve ter persistência, exercitando-se para as comunicações em dias e horários certos da semana, pré-estabelecidos, de preferência em grupo. Kardec nos orienta [LM-it 207] que a reunião de pessoas com intenção semelhante forma um todo coletivo onde a força e a sensibilidade se encontram aumentadas por uma espécie de influência magnética que ajuda o desenvolvimento da faculdade.

A reunião deste grupo deve ser sob a direção de pessoas experientes, conhecedoras da Doutrina Espírita e do fenômeno mediúnico.
Esta reunião deve ser também feita, de preferência em local apropriado, isto é, no Centro Espírita, onde estaremos sob o amparo e a orientação de Espíritos Bons, que são responsáveis pelos trabalhos mediúnicos da Casa. Além disto, todo Centro Espírita tem como que um isolamento magnético que nos protege espiritualmente durante os trabalhos mediúnicos. É simples compreendermos, pois na Terra acontece o mesmo. Um acadêmico de Medicina inicia seu treinamento aos doentes num Hospital e sob a supervisão de um médico experiente para evitar desastres. Se for
uma cirurgia será necessário um cuidado ainda maior - um centro cirúrgico.
O candidato a médium não deve desistir se, após 2, 3 ou 10 tentativas de comunicação com os Espíritos não obtiver qualquer resultado ou qualquer indício de comunicação. Como vimos, existem obstáculos de correntes da própria organização mediúnica em desabrochamento, impedimentos materiais e psíquicos que, só com o tempo e a dedicação serão contornados.
Quanto ao médium que já controla bem sua faculdade, que permite aos Espíritos se comunicarem com facilidade, que seja, em uma palavra, um “médium feito”, seria um erro de sua parte, nos assevera Kardec [LM 216] crer-se dispensado de qualquer outra instrução. Não venceu senão uma resistência material, e é agora que começa para ele o verdadeiro desafio, as verdadeiras dificuldades: vencer a terceira etapa - a moral.

c) Etapa Moral: Allan Kardec define como espírita-cristão ou verdadeiro espírita, aquele que não se contenta em admirar a moral espírita, mas a pratica e aceita todas as suas conseqüências. Convencido de que a existência terrena é uma prova passageira, aproveita todos os instantes para avançar no caminho do Progresso, esforçando-se em fazer o bem e anular seus maus pensamentos. A caridade em todas as coisas é a regra de sua conduta.
Sob o ponto de vista espírita, a mediunidade é uma iniciação religiosa das mais sérias, é um mandato que nos é oferecido pela Espiritualidade Superior a fim de ser fielmente desempenhada. Desta forma, o aspirante à mediunidade - Luz da Doutrina Espírita - deve partir da conscientização de seus ensinamentos e esforçar-se, desde o início de seu aprendizado, por ser um espírita-cristão. Isto significa trabalha incessantemente por nossa reforma moral. Somente nossa evolução moral, nossa melhora e nosso crescimento para o Bem poderão garantir-nos o assessoramento dos bons Espíritos e o exercício seguro da mediunidade, por nossa sintonia com o Bem. E esta não é uma tarefa fácil, pois o que mais temos dentro de nós são sensações e experiências negativas e deformadas trazidas do passado. Por isso para nós ainda é mais fácil e cômodo, sintonizar com as atitudes negativas do que com as positivas.
E como faremos? Como nos livrarmos de condicionamentos inferiores? Carregamos séculos de erros e alguns anos de boas intenções. É claro que não podemos mudar sem esforço, temos que trabalhar duro nesta reforma moral, que só nós saberemos identificar e sentir porque estará marcada em nosso íntimo. Trabalhemos com exercícios diários e constantes no bem, meditando e orando muito. Jesus, o Médium por Excelência, sintonizava constantemente com Deus, no entanto, após a convivência com o povo, sempre se afastava para orar e meditar em silêncio e solidão.
A diferença de um bom médium e um médium desajustado, não está na mediunidade, mas no caráter de um e de outro; na formação moral está a base de todo desenvolvimento mediúnico.
Alguns cuidados devem ser tomados por todos aqueles que aspiram ao desenvolvimento mediúnico:
* Culto do Evangelho no Lar: ele proporciona a renovação do clima espiritual do lar sob as luzes do Evangelho Redivivo, porque o lar é a usina maior de energia de que somos carentes, é onde compensamos nossa vibrações psíquicas em reajustamento.
* Culto de Assistência: rompimento com o egoísmo, interessando nos pelo próximo, auxiliando-o sempre em todas as ocasiões, usando ao máximo nossa capacidade de servir desinteressadamente. Participação em atividades como: campanha do quilo, distribuição de alimentos, visita aos enfermos, idosos e creches, grupos de costura, evangelização, etc.
* Freqüência ao Centro Espírita: nas reuniões públicas e outras atividades oferecidas pelas Casas Espíritas. Aprenderemos a viver em grupos Humanos que nos permitirão o exercício da humildade. Evitemos as sessões mediúnicas nos lares; organização espiritual não se improvisa.
* Estudo Coletivo: reunidos aos companheiros para o estudo das obras espíritas, evitemos as falsas interpretações. Assimilando as experiências de companheiros, estaremos alongando nossa visão e nossa percepção dos conteúdos espíritas; o que se torna mais difícil numa leitura solitária.
* Reforma Íntima: revisão e reconstrução de nossos atos e hábitos, permutando vícios por virtudes legitimamente cristãs que são as únicas que sobreviverão eternamente.

Dentro destes critérios de desenvolvimento da mediunidade, mesmo que nenhuma faculdade venha a desabrochar, tenhamos a certeza que estaremos desenvolvendo-nos espiritualmente e capacitando-nos para o exercício da mediunidade com Jesus.


Bibliografia
1) Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) Livro dos Médiuns - Allan Kardec
3) Obras Póstumas - Allan Kardec
4) Missionários da Luz - André Luiz/Chico Xavier
5) Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz/Chico Xavier
6) Desenvolvimento Mediúnico - Roque Jacinto

7) Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.