"Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões". ...Leon Denis

"O espiritismo é toda uma ciência, é toda uma filosofia.Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição,submeter-se a um estudo sério e persuadir-se que mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando" Allan Kardec

"Se a religião recusa caminhar com a ciência, a ciência avança sozinha."... (Allan Kardec)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Quem tem razão?

Quem tem razão?
Se considerarmos a condição terrena,nós que aqui estamos nesse plano de provas e expiações, procuramos buscar na medida de nossas limitações explicações para cada um dos  problemas que nos são apresentados no nosso dia dia, então vejamos, se achamos que estamos certos e que o problema é o errado...quem tem razão?
Quem nos arrumou o problema ou nós que temos que enfrentá-lo?

Pensemos que no fundo somos nós é que arranjamos os problemas, não é o PAI,não é o planeta ,não é o acaso nem a espiritualidade, somos nós , temos o péssimo hábito de querer arrumar desculpas nos outros para aquilo que não temos coragem de enfrentar...e ai pergunto: -  Quem tem razão?

Agora é fácil responder, a razão está na medida que conseguimos discernir que cada um dos problemas que impomos a nós por nós deve ser tratado e poderá não existir mais, basta que os enfrentemos de frente , sem medo,sem subterfúgios , sem tentar esconder embaixo do tapete, querendo verdadeiramente resolve-los ,pois ai teremos ajuda, amparo e tudo que for necessário para que nosso crescimento aconteça de forma real evolutiva e no momento certo.
E então? Quem tem razão?

Sejamos felizes.

                 Um amigo!!!
                                     04-10-11

sábado, 17 de setembro de 2011

Sonhos...O que são e o que representam?


Alguns amigos tem me questionado sobre o que são os sonhos...difícil responder, mas vamos tentar explicar um pouquinho de acordo com a visão espiritualista, buscando compreender o sentido real dos sonhos vamos encontrar em “O Livro dos Espíritos” a afirmação de que aqueles que tiveram sonos ou sonhos inteligentes mais facilmente se integrarão aos planos espirituais superiores após o desencarne.
Referem-se os espíritos aos sonhos onde ocorre o desprendimento espiritual e o indivíduo participa ativamente de trabalhos no plano extrafísico tornando útil ao espírito este período da vida.
De nossa presente existência, 30%, aproximadamente, passamos dormindo. Se não procurarmos usar este período de maneira útil ao nosso semelhante e a nós mesmos, já estamos perdendo boa parte da reencarnação. Dr. Waldo Vieira, médium que juntamente com Chico Xavier recebeu inúmeras obras de grande importância para nosso desenvolvimento espiritual, tem escrito muito sobre projeção consciente (desprendimento).
Trata-se do desenvolvimento de uma técnica específica para a saída consciente do espírito para fora do corpo físico. A técnica bem conduzida recomenda, antes de dormir, manter contato pela prece com a espiritualidade superior, visando, durante o sono, um contato efetivo e dentro dos limites da cosmoética.
Orientam-nos também, diversos autores, de como orar pedindo para não permanecermos presos ao corpo físico durante o sono, ao contrário, nos libertemos sob o amparo de nossos orientadores.
Os sonhos de desprendimento ou sonhos espíritas ou ainda chamados sonhos espirituais não são, no entanto, os que sempre ocorrem conosco. Podemos classificar os sonhos de maneira bastante sintética:
1º) Sonhos comuns;
2º) Sonhos Reflexivos;
3º) Sonhos Espíritas (veja “Estudando a Mediunidade”, de Martins Peralva).
Os sonhos comuns são as impressões que o nosso cérebro registrou durante o dia, portanto impressões conscientes, que vêm à superfície durante o sono. Todas as nossas emoções psicológicas ou sensações físicas agradáveis e desagradáveis vividas durante o dia afloram no período do sono, muitas vezes sem ordem cronológica tampouco ordem de locais e pessoas.
Exemplo: durante o dia tivemos emoções como nossos colegas de serviço, com nossos pais, nossa noiva, no supermercado, etc... à noite, estas emoções vêm à nossa consciência sem qualquer ordem lógica (veja “O Consolador” de Emmanuel). Sobretudo, a inversão da ordem dos acontecimentos e a troca ou inversão dos personagens é peculiar a este primeiro grupo de sonhos. Freqüentemente estes sonhos, ditos comuns, são como um filme em preto e branco, ou seja sem cores.
Os sonhos reflexivos constituem o segundo grupo.Estes sonhos são mais significativos para o nosso auto-conhecimento. Produzem-se como reflexos de nosso inconsciente presente (registros desta vida) bem como do inconsciente pretérito (arquivos espirituais de vidas passadas). Veja “Forças Sexuais da Alma” de Jorge Andrea). Nestes sonhos as fortes impressões por nós vividas tanto nesta vida ou em encarnações pretéritas chegam a superfície do conhecimento. Aquelas impressões que nos marcaram profundamente ou se repetiram muitas vezes passam a se expressar como um eco forte. Se as manifestações oníricas são desagradáveis, devemos orar e solicitar proteção superior e sobretudo extrair destas impressões as lições que pudermos.
Nestes sonhos reflexivos como nos sonhos comuns, o espírito permanece pouco desdobrado ou seja mais fixo ao corpo físico. Os sonhos reflexivos podem ser ou não coloridos, ao contrário dos “Sonhos Espíritas” que sempre são coloridos, pois a visão que se obtém é a visão do Espírito em franco desprendimento.
Os sonhos deste último grupo também poderíamos denominá-los sonhos (ou manifestações oníricas) espirituais ao invés de espíritas. Denominação que se nos afiguraria mais holística e sem conotação específica com a doutrina espírita, já que estes sonhos não são apanágio de nenhuma filosofia ou exclusividade de membros de uma doutrina.
Nos sonhos espirituais há o contato do espírito desdobrado do corpo físico com outros espíritos encarnados ou desencarnados. Há execução de tarefas, atividades diversas, freqüência a palestras na dimensão extrafísica e assim por diante.
Os indivíduos costumam relatar diálogos com parentes ou amigos desencarnados, recados ou pedidos ( estes nem sempre válidos ) , de espíritos que já vivem na dimensão espiritual.

Pensamentos e Fluidos


“Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).


Vimos que o pensamento exerce uma poderosa influência nos fluidos espirituais, modificando suas características básicas. Os pensamentos bons impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência. Os pensamentos maus provocam alterações vibratórias contrárias às citadas acima. Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal estar físico e psíquico.


Pode-se concluir assim, que em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação ou planeta, existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, segundo a natureza moral dos Espíritos envolvidos.


À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes. Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos, tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se Espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus.


“A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).


À medida que cresce através do conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto espirituais, é diretamente proporcional ao seu grau evolutivo e que ele pode mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente. Aliando-se a boas companhias espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor atmosfera fluídica em torno de si e, consequentemente, do ambiente em que vive. Resumindo, todos somos responsáveis pelo estado de dificuldades morais que vive o planeta atualmente.


“Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes” - (Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867).

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Salve Ibeijada......Salve Cosme & Damião



São Cosme e Damião, os santos gêmeos, nasceram na Arábia, no século III, filhos de uma família nobre. Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Circunstancialmente entraram em contato com o Cristianismo, tornando-se fervorosos seguidores do cristianismo.



Confiando sempre no poder da oração e na confiança da providência divina usaram sua arte médica para curar os necessitados. Não cobravam por seus serviços médicos, e por esse motivo eram chamados de "anárgiros", ou seja, aqueles que "não são comprados por dinheiro". O seu objetivo principal era a conversão dos pagãos à fé cristã, o que bem faziam através da prática da medicina. Desta forma, conseguiram plantar em terra fértil a semente cristã em muitos corações, sendo numerosas as conversões.


Cosme e Damião viveram alguns anos como médicos e missionários na Ásia Menor. As atividades cristãs dos médicos gêmeos chamaram a atenção das autoridades locais da época, justamente quando o Imperador romano, Diocleciano, autoriza a perseguição aos cristãos, por volta do ano 300. Por pregarem o cristianismo em detrimento dos deuses pagãos, foram presos e levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, São Cosme e São Damião responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder". Recusando-se adorar os deuses pagãos, apesar das ameaças de serem torturados, disseram ao governador que os seus deuses pagãos não tinham poder algum sobre eles, e que eles só adorariam o Deus Único, Criador do Céu e da Terra“!


Por não renunciarem aos princípios religiosos cristãos sofreram terríveis torturas; porém, elas foram inúteis contra os santos gêmeos, e, em 303, o Imperador decretou que fossem decapitados. Cosme e Damião foram martirizados no ano de 303, na Egéia. Seus restos mortais foram transportados para a cidade de Cira, na Síria, e depositados numa igreja a eles consagrada. No século VI uma parte das relíquias foi levada para Roma e depositada na igreja que adotou o nome dos santos. Outra parte dela foi guardada no altar-mor da igreja de São Miguel, em Munique, na Baviera. Os santos gêmeos são cultuados em toda a Europa, especialmente Itália, França, Espanha e Portugal. Em 1530, na cidade de Igaraçu, em Pernambuco, foi construída uma igreja em sua homenagem.


São Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças.


Como acontece com tantos outros santos, a vida dos santos gêmeos está mergulhada em lendas misturadas à história real. Segundo algumas fontes eles eram árabes e viveram na Silícia, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 283. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada.


O culto aos dois irmãos é muito antigo, havendo registros sobre eles desde o século 5, que relatam a existência, em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes levava o nome, que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.


Aqui no Brasil, a devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos orixás-meninos (Ibjis ou Erês) da tradição africana yoruba. São Cosme e São Damião, os santos mabaças ou gêmeos, são tão populares quanto Santo Antônio e São João. São amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, no dia 27. No dia 27 as crianças saem às ruas para pedir doces e esmolas em nome dos santos e, as famílias aproveitam para fazer um grande almoço, servindo a comida típica da data: o chamado caruru dos meninos.

Fonte de Origem:


http://www.arvoredavida
http://www.nsauxiliadora.org.br
http://www.sitedossantoscatólicos/servicodafé.com.br











quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Espiritismo e Ecologia



Espiritismo e Ecologia surgiram no mesmo período histórico, em países fronteiriços – França e Alemanha – a partir do trabalho meticuloso de dois homens de ciência que provavelmente não se conheceram, mas que tinham algumas afinidades importantes. Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec) e Ernst Haeckel simpatizavam com o Evolucionismo de Darwin e, por essas e outras razões, não eram vistos com simpatia pela Igreja Católica, que defendia o criacionismo com a base fundamental do conhecimento. Mais que isso: tanto o Espiritismo quanto a Ecologia oferecem preciosas ferramentas de percepção de uma realidade sistêmica, que nos revela um universo interligado, interdependente, onde todos os seus elementos constitutivos interagem o tempo inteiro. É curioso constatar que alguns textos referenciais da doutrina espírita poderiam ser confundidos com verdadeiros postulados ecológicos. “De sorte que as nebulosas reagem sobre as nebulosas, os sistemas reagem sobre os sistemas, com os planetas reagem sobre os planetas, como os elementos de cada planeta reagem uns sobre os outros, e assim sucessivamente, até o átomo” (Cap. XVIII, item 08) é um conceito apresentado em “A Gênese” tão afinado com os princípios ecológicos quanto o que diz que “tudo no universo se liga, tudo se encadeia, tudo se acha submetido à grande e harmoniosa lei de unidade (“XIV,item 12).




Espíritas e ecologistas também denunciam um senso de urgência em relação ao que precisamos realizar sem demora em favor da vida. Enquanto os ecologistas alertam para o risco de um esgotamento da capacidade de o planeta prover a humanidade das atuais demandas insustentáveis de matéria-prima e energia, os espíritas recomendam que aproveitemos ao máximo a atual encarnação para ajustarmos a nossa vibração à do planeta, que ascende na escala dos mundos. Ou seja, fazer as escolhas erradas agora pode nos custar o impedimento de seguir reencarnando na Terra, já que para o novo mundo de regeneração só virão aqueles com vibração compatível, mais elevado ética e moralmente.



Espíritas e ecologistas alertam para os riscos da poluição nos dois planos da vida. Enquanto os ecologistas denunciam os impactos causados pela poluição do ar, das águas e da terra, os espíritas desdobram esse olhar para o campo sutil, e revelam a importância de mantermos bons pensamentos e sentimentos para que a nossa psicosfera – campo eletromagnético que nos envolve e que reflete nossa realidade evolutiva, padrão psíquico, emoções e estado físico – seja a mais saudável possível. Sanear a mente e o coração tem efeitos diretos e positivos sobre a nossa psicosfera e a qualidade da vibração do planeta que nos acolhe.



Espíritas e ecologistas denunciam com veemência as mazelas do consumismo. Inúmeros relatórios produzidos pela ONU, organizações prestigiadas como a Worldwatch Institute, universidades e instituições de pesquisa espalhados pelo mundo demonstram que o consumo exagerado, perdulário e compulsivo de aproximadamente 20% da população mundial tem agravado progressivamente o cenário de destruição do meio ambiente. Estima-se que hoje a Humanidade esteja demandando em recursos naturais não renováveis a cada ano 30% a mais do que o planeta seja capaz de suportar. Se o consumo favorece a vida, o consumismo degrada, depreda e destrói em uma velocidade impressionante os recursos naturais não renováveis.



Publicado em 1857, o Livro dos Espíritos – base da codificação – reserva um capítulo inteiro para a chamada Lei de Conservação, no qual a Espiritualidade Maior explica a diferença entre o que seja necessário e supérfluo, e deixa bastante claro que “a Terra ofereceria ao homem sempre o necessário se com o necessário soubesse o homem contentar-se” (resposta à pergunta 705). O enorme apego à matéria – característico dos habitantes dos mundos primitivos – expresso nos valores dominantes da sociedade de consumo dos dias de hoje, revela o risco de desperdiçarmos tempo e energia preciosos com aquilo que é perecível, efêmero e descartável.



São realmente muitas as afinidades entre a doutrina espírita e as ciências ecológicas. Abrir espaço para pesquisas nesta direção significa oxigenar o debate em favor da vida em um momento estratégico para nossa espécie. Vivemos hoje uma crise ambiental sem precedentes na história da Humanidade e somos diretamente responsáveis por essa situação. O uso soberano do nosso livre-arbítrio nos trouxe até aqui. Hoje, testemunhamos o risco do colapso, do ecocídio que torna o planeta cada vez mais hostil à nossa presença. A boa notícia é que dispomos de todos os meios necessários para reverter essa situação e transformar positivamente essa realidade. Quem procura melhorar-se ética e moralmente – e o Espiritismo elege como uma de suas prioridades a reforma íntima – deve agir em favor da vida, da harmonia e do equilíbrio. Ser sustentável é cuidar de si, dos outros e de nossa casa planetária. Já.



André Trigueiro



(artigo escrito para a revista de Cultura Espírita em 29/03/2010)



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Bibliografia:



TRIGUEIRO, André. Espiritismo e Ecologia. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2010 (2ª edição).



KARDEC, Allan. A Gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro : Federação Espírita Brasileira, 1994. (26ª edição)



KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro : Federação Espírita Brasileira (31ª edição)



CAPRA; Fritjof. A Teia da Vida. São Paulo. Cultrix, 1996 ( 9ª edição)



SANTOS, Jorge Andréa dos. Energias Espirituais nos Campos da Biologia. Rio de Janeiro : Cia. Editora Fon-Fon e Seleta, 1971. (1ª edição)



SANT`ANNA, Hennani T. Universo e Vida. Pelo Espírito Áureo. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1987. ( 2ª edição)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Anti-goécia



Apenas por uma questão de esclarecimento a alguns irmãos que tem me questionado sobre o assunto, pois realmente prefiro prefiro o trabalho da luz, venho através desse post esclarecer que anti-goécia ou anti-magia negra é o tratamento de limpeza perispiritual e etérica do indivíduo e do ambiente em que ele vive. Promove a limpeza das pessoas e ambientes saturados por magia delituosa e enegrecida, as quais acabam por provocar doenças, dissabores e mudanças de humor, propiciando, portanto, de imediato, alívio e cura de todas as suas enfermidades, em nível físico e espiritual, por esta razão, é de extrema valia na profilaxia social.


Magia significa manipulação energética. Não se trata de mera superstição, mas sim, conforme é do conhecimento da própria ciência, tomarmos conhecimento de que a magia negra, como manipulação de energias pesadas e enfermiças, existe e pode ser transmitida por irmãos desencarnados que, por maldade, tornam-se exímios manipuladores dessas energias, com o intuito de causar prejuízo e sofrimento a seus desafetos, ou por terem sido contratados, por encarnados ou desencarnados, para exercerem tal mister. São os chamados Magos Negros. Ou ainda por seres encarnados que, por meio de pensamentos, palavras e emoções, carregados de raiva, ciúme, inveja, vingança e despeito, despejam no outro uma carga de energias pesadas e deletéricas, manipuladas, a maioria das vezes inconscientemente, pela ação desses pensamentos e palavras, no fluído circunstante e direcionado para aquele de quem se tem rancor, ciúme, etc.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mediunidade


1-INTRODUÇÃO



A doutrina espírita esclarece-nos de que a MEDIUNIDADE NÃO É UM PRIVILÉGIO, sendo apenas uma faculdade com bases no próprio organismo do ser encarnado, em suas interações com o períspirito.


Por ser uma faculdade pertencente a uma fisiologia específica do ser humano, SER MÉDIUM NÃO IMPLICA EM SER MAIS EVOLUÍDO, NEM PORTADOR DE MORAL E ÉTICA ELEVADAS.


Por essa razão, frequentemente encontramos pessoas de moral duvidosa dotadas com expressivas possibilidades mediúnicas, enquanto outras, de conduta irrepreensível, não produzem nenhum tipo de fenômeno.


Na categoria das pessoas de moral duvidosa incluímos todos aqueles de qualquer religião, seita, doutrina, filosofia, ou movimento espiritualista, que utilizam o fenômeno mediúnico para induzirem o próximo, a determinadas atitudes visando seus interesses inconfessáveis: os falsos profetas previstos por Jesus de Nazaré.


Portanto, ninguém é “santo” ou “ escolhido de Deus” simplesmente por ser médium.


2-RESPONSABILIDADE DO MÉDIUM NAS COMUNICAÇÕES:


Comumente o médium se deixa sugestionar pelos Espíritos rebeldes ou menos esclarecidos e sob a sua influência, extravasam no campo físico, suas impressões de desequilíbrio de que o comunicante se faz portador, ALEGANDO SEREM MEROS INSTRUMENTOS NAS MÃOS DOS ESPÍRITOS.


Tal se verifica porque o médium finge ignorar a sua responsabilidade na manifestação mediúnica. Confundindo a natureza do próprio fenômeno de que se faz portador, diz-se mero FANTOCHE dirigido por mãos invisíveis, o que não é verdade, pois MEDIUNIDADE É SINTONIA.


Qualquer que seja o motivo que leva o médium a permitir excessos, sem qualquer controle de sua parte, denota que ele, embora detentor de faculdades mediúnicas, ainda não se compenetrou de suas responsabilidades e não se dedica ao estudo doutrinário e aperfeiçoamento moral, indispensável ao melhor desempenho de sua tarefa.


Apenas a título de exemplo, quanto à conduta do médium em transe de psicofonia, André Luiz nos recomenda, em sua obra CONDUTA ESPÍRITA: “Controlar as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível, respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimento de mãos e pés ou quaisquer gestos violentos”.


3-O ESTADO MENTAL/EMOCIONAL DO MÉDIUM


No exemplo acima citado é compreensível que um espírito desencarnado em desequilíbrio, sugira ao médium: gritos, contorções, batimentos de mãos e pés ou outros gestos violentos, no entanto, cabe ao medianeiro, opor a estas sugestões, atitudes moderadas e equilibradas, as quais, coibindo a violência do comunicante, funcionam à guisa de alerta para o próprio Espírito, facilitando assim o esforço para sua orientação.


Por isso, em uma mesma reunião, com um mesmo Espírito se comunicando através de dois médiuns distintos, pode se verificar o seguinte:


I - O primeiro médium afiniza-se com os desequilíbrios do desencarnado, em decorrência do seu estado íntimo desarmonizado, dando expansão as atitudes intempestivas do espírito, dificultando os recursos esclarecedores que estão sendo disponibilizados ao enfermo espiritual;


II - O segundo médium, espiritualizado, irradia, naturalmente, vibrações de paz e harmonia que envolve beneficamente o comunicante. A tarefa da equipe espiritual e mediúnica é grandemente facilitada pela condição íntima do médium.


Lembremos mais uma vez André Luiz, que diz, em sua obra Desobsessão: “Ainda mesmo um médium absolutamente sonâmbulo, incapaz de guardar lembranças posteriores ao socorro efetuado, semi-desligado de seus implementos físicos, dispõe de recursos para governar os sentidos corpóreos de que o Espírito comunicante se utiliza, capacitando-se, por isso, com o auxílio dos instrutores espirituais, a controlar devidamente as manifestações”.


4-A EDUCAÇÃO MEDIÚNICA CONTINUADA


Mediunidade NÃO SE DESENVOLVE, EDUCA-SE. Esse é o grande escopo no qual se baseia a Doutrina Espírita, para esclarecer o ser humano quanto às suas potencialidades psicobiofísicas.


A proposta de Allan Kardec, e dos espíritos que o orientaram na Codificação, é a de unir TEORIA E PRÁTICA, ou seja, conhecer para poder praticar com segurança.


O LIVRO DOS MÉDIUNS é um verdadeiro manual sobre a mediunidade, e pode ser compreendido por qualquer pessoa, desde que disposto ao estudo sério do fenômeno mediúnico.


5-CONSIDERAÇÕES FINAIS


A mediunidade de incorporação inconsciente ainda existe, mas é raríssima. Na atualidade, não se concebe deixar os iniciantes com a falsa idéia de que, incorporados por um espírito, sua mente se apagará temporariamente.


Terminamos o presente estudo, citamos o mestre Kardec, elucidando-nos quanto à realidade da influência recíproca entre encarnados e desencarnados: “ os espíritos que nos cercam não são passivos: formam uma população essencialmente inquieta, que pensa e age sem cessar, que nos influencia, mal grado nosso, que nos excita e nos dissuade, que nos impulsiona para o bem ou para o mal, o que não nos tira o livre-arbítrio mais que os bons ou maus conselhos que recebemos de nossos semelhantes. Entretanto, quando os Espíritos imperfeitos solicitam alguém a fazer uma coisa má, sabem eles muito bem a quem se dirigem e não vão perder o tempo onde vêem que serão mal recebidos; eles nos excitam conforme as nossas inclinações ou conforme os germens que em homem firme nos princípios do bem não lhes serve de presa”.


Retirado de www.magnifica.com.br/espiritismo/estudos/mecanismos_da_mediunidade.asp (com alterações)